Negócios & Gente por Aline Cambuy – O Grupo Mabu prepara, para o período de 2027 a 2031, um novo ciclo de transformação tecnológica que pretende integrar dados de seus diferentes negócios e reconhecer o cliente ao longo de toda a relação com a empresa. O plano envolve integração de sistemas, governança de dados, automação, inteligência artificial e segurança da informação.
A proposta conecta operações como Mabu Thermas Grand Resort, Mabu Curitiba Business, Blue Park e My Mabu. “Estamos construindo uma camada de identidade e dados agnóstica de sistema, uma espécie de tradutor universal. Ela permitirá que as informações do hóspede circulem entre hotel, parque aquático e propriedade compartilhada sem retrabalho e sem fricção”, explica Alexandre Ceccon Vomero, diretor de Tecnologia do Grupo Mabu.
A base do projeto é um data warehouse central, que reunirá informações sobre hóspedes, operação e receita. Parte da infraestrutura já está em teste no Blue Park. Segundo Vomero, antes de ampliar o uso da inteligência artificial, a prioridade é consolidar informações confiáveis e preparar as equipes para uma tomada de decisão apoiada por dados. “O verdadeiro desafio é humano: mudar o mindset de uma empresa inteira para operar sob a lógica de ‘Client and AI First’”, afirma.

CRM reúne 376 mil contatos
Na área de relacionamento, o grupo trabalha com uma base de mais de 376 mil contatos. A integração permite identificar a relação de uma mesma pessoa com diferentes negócios e substituir campanhas massivas por comunicações segmentadas.
“A inteligência comercial passa a trabalhar o valor desse relacionamento ao longo do tempo. Podemos identificar, por exemplo, quando uma família que visitou o Blue Park apresenta maior propensão para se hospedar no Mabu Thermas ou conhecer o modelo de propriedade compartilhada”, explica João Biancardi, diretor de Marketing, CRO e Experiência do Cliente.
A transformação já aparece nos canais digitais. No primeiro trimestre de 2026, eles responderam por aproximadamente 30% da receita da hotelaria do grupo. No mesmo período, o Blue Park registrou resultados 40% superiores aos dos três primeiros meses de 2025. O NPS médio do Grupo Mabu também ficou 34% acima da média do mercado latino-americano.
Para Biancardi, a tecnologia deve reduzir tarefas mecânicas e liberar as equipes para o atendimento. “A tecnologia não substitui o acolhimento humano; ela pode potencializá-lo”, afirma.
Até 2031, a empresa projeta usar os dados para antecipar necessidades dos hóspedes, prever picos de demanda e compartilhar informações entre as diferentes unidades. A inteligência artificial, nesse cenário, será mais uma ferramenta para apoiar decisões e ampliar a capacidade das equipes.
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*Aline Cambuy é jornalista com mais de 20 anos de experiência e atua na área da comunicação empresarial. Estudante de Psicologia, une seu olhar crítico e humano para construir narrativas que conectam pessoas e negócios.
