HOJEPR – A quatro meses das eleições de 2026, o cenário eleitoral do Paraná segue marcado pela indefinição do eleitorado. Um novo levantamento, divulgado nesta quarta-feira (10) pela Paraná Pesquisas, mostra que 66% dos paranaenses ainda não sabem em quem votar para governador. A indecisão do eleitorado mostra que dois terços do eleitorado ainda não conseguem apontar um nome para a sucessão estadual. Além disso, outros 5,5% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato.
Na pesquisa estimulada, os índices de indecisão diminuem, mas ainda permanecem presentes. No primeiro cenário estimulado, 4,1% afirmaram não saber em quem votar e 6,8% disseram que escolheriam branco, nulo ou nenhum dos nomes apresentados. Nesse cenário, Sergio Moro registra 42,3% das intenções de voto, seguido por Requião Filho, com 19,9%, Rafael Greca, com 13,9%, e Sandro Alex, com 10,7%. Tony Garcia aparece com 1,4% e Luiz França com 0,9%.
Na comparação com a pesquisa realizada em maio, o quadro apresenta poucas alterações. O percentual de eleitores que não souberam responder passou de 5,4% para 4,1%, enquanto os votos em branco, nulo ou nenhum oscilaram de 5,9% para 6,8%. Entre os candidatos, as variações ocorreram dentro de margens relativamente pequenas. Leia no HOJEPR a pesquisa completa
Ratinho Junior faz “chamada” no secretariado

Nos Corredores do Iguaçu, já corre a conversa de que não vai dar pra Sandro Alex. O “homem que Ratinho escolheu” segue em último nas pesquisas. Se o pleito fosse hoje, Sandro teria pouco mais de 10% das intenções de voto, atrás de Rafael Greca, Requião Filho e Sérgio Moro (que pode ter batido no teto, mas segue liderando os levantamentos há meses).
A pesquisa acendeu o sinal de alerta. E o governador Ratinho Junior convocou todo o secretariado para um almoço, em Santa Felicidade. Na ocasião, em meio a massas e canapés, Ratinho deu uma “chamada” no pessoal e intimou todos para entrarem de vez na mobilização em prol de Sandro Alex. Por outro lado, minimizou os resultados da pesquisa e afirmou que outros levantamentos internos apontaram uma diferença menor entre Sandro e Greca.
Fato é: se a eleição fosse hoje, o candidato da situação não estaria no segundo turno. E o Paraná correria o sério risco de ver a polarização nacional repetida nas urnas: um segundo turno entre um candidato da esquerda e um candidato da extrema direita.
Mesmo todo o esforço do governador, de seus poderosos marqueteiros e da chamada “máquina” não estão se mostrando suficientes para alavancar Sandro Alex nas pesquisas. E faltando pouco mais de 60 dias para o início do pleito, já é tarde para voltar atrás em uma eventual candidatura de Alexandre Curi (PSD) ao Governo.
Curi vai ser candidato ao Senado. E a situação dele também não está fácil, pois Álvaro Dias (MDB) — mesmo com 81 anos — ressurgiu das cinzas e disse ser candidato. Quando aparece nas pesquisas, por ser “sinônimo de produto”, Alvaro aparece em primeiro. Gleisi Hoffman em segundo. Curi também estaria fora, se as eleições fossem hoje.
Política é matemática. E há quem diga que a salvação do “homem que Ratinho escolheu” seria a vinda do carismático Rafael Greca para a chapa. Mas a que preço? O que o MDB ganharia, em termos de estrutura no Estado em um eventual próximo governo, caso convecesse Greca a aceitar uma vice de Sandro Alex? Hoje, a matemática seria oposta: Greca está na frente das pesquisas. Não faria sentido ele aceitar uma vice de Sandro. O mais lógico — e política é matemática pura — é que Sandro fosse vice de Greca.
Pensem, caros leitores do Mural do Paraná: os eleitores de direita e extrema direita (estes mais alinhados ao bolsonarismo) já têm seu candidato: Sérgio Moro. Por outro lado, os eleitores de esquerda também já tem seu candidato, o antagonista natural a Sérgio Moro, com apoio de Lula, do PT, e do Governo Federal: Requião Filho.
E se política é matemática, qual fatia do eleitoral “sobra” para Sandro Alex? Parece que é clara a estratégia da situação: angariar o apoio dos prefeitos do Paraná. E para sacramentar este apoio, o governo está abrindo os cofres. Basta uma simples visita à página da Agência Estadual de Notícias para ver, toda semana, uma liberação de milhões diferentes. Dezenas de municípios beneficiados. Prefeitas e prefeitos visitando o gabinete do Governador para gravar vídeos e divulgar as cifras cada vez mais altas.
Chegando perto do pleito de 2026, a divulgação de novas pesquisas eleitorais também deve ficar mais frequente. Resta saber se, nas próximas, Sandro Alex vai decolar ou se o governo precisará pensar em uma alternativa para as eleições.
Exclusivo: Enio Verri deve coordenar campanha de Lula no PR

O diretor-geral de Itaipu, Enio Verri, deve ser o nome escolhido pelo PT para ser o coordenador da campanha do presidente Lula no Paraná. Deputado federal, ele se afastou do mandato para assumir a binacional e não deve disputar cargo nesta eleição. Enio havia sido pré-candidato ao Senado, mas foi “substituido” pela ex-ministra Gleisi Hoffmann, escolha pessoal do presidente Lula.
Segundo assessoria do PT no Paraná, a indicação de Enio se deve ao fato de ele ter bom trânsito entre os prefeitos, com muitas entregas e investimentos nos municípios paranaenses.
Guto Silva desiste de concorrer nas eleições de 2026

Fontes ligadas ao ex-secretário Guto Silva confirmam: ele desistiu de concorrer a qualquer cargo nas eleições de 2026. Nem governo, nem Senado, muito menos deputado. O destino de Guto, por ora, será cuidar dos negócios da família em sua região, o Sudoeste do Paraná, na Pato Branco que o lançou politicamente.
Uma pena para quem acompanhava com entusiasmo sua pré-campanha (Guto Silva chegou a empatar com Requião Filho na vice-liderança em pesquisas de março, com 14% das intençõesde voto), bem como as equipes de assessores que, agora, precisam correr atrás de outro candidato.
E para o pré-candidato “que foi sem nunca ter sido”, resta pedir música no Fantástico: pela terceira vez, não emplacou uma promessa de candidatura com apoio do PSD.
Quem será o 2º nome ao Senado na chapa de Requião-Gleisi?

A coluna apurou com interlocutores que a campanha de Requião Filho (PDT) e Gleisi Hoffmann (PT) têm pressa para apontar um segundo nome para a vaga ao Senado. Isso porque considera que é esse voto que pode garantir a eleição de Gleisi. No entanto, o cenário é de indefinição: a princípio, essa vaga deve ser indicada pelos outros partidos da ampla coligação de esquerda, que não sejam PT ou PDT. Independentemente dos debates internos, a preferência é que o nome seja indicação de outras forças partidárias do campo de esquerda.
A divulgação do nome de Doutor Rosinha (PT), colocado em uma pesquisa, acirrou os ânimos na esquerda, já que outros nomes foram apresentados para serem debatidos, como Cris Wainer, vereadora de Guarapuava, e Jorge Samek. Por ora, o martelo ainda não foi batido, nem há uma unanimidade. Vale lembrar que, no ano passado, Zeca Dirceu havia colocado seu nome à disposição, mas agora se dedica à sua reeleição como deputado federal.
De acordo com nossas fontes, o grupo que une as forças progressistas do Paraná também avalia que a liderança de Deltan Dallagnol nas pesquisas não irá prosperar, devido ao ex-procurador estar inelegível pelo TSE. O que reforça ainda mais a importância do segundo voto ao Senado.
Uso excessivo de IA nas redes sociais vira piada

“Trio Ternura” do PSD como os “mini craques” da Copa, gerados por IA. Reprodução InstagramNos Corredores do Iguaçu, nas redes sociais, conversas e “resenhas” sobre a pré-campanha paranaense, um assunto volta e meia aparece em pauta: o uso excessivo, desnecessário e por vezes ridículo de imagens e vídeos gerados por inteligência artificial (IA).

Sejam em paineis e fotos de eventos (acima), como na cidade de Pinhais (que deformou o rosto do governador Ratinho Junior e deixou com outras expressões Alexandre Curi, Sandro Alex e a prefeita Rosa Maria). Ou seja nas redes sociais, em que imperam conteúdos gerados por IA em vídeos sobre a seleção brasileira, clássicos do cinema e outras “firulas” que, convenhamos, não agregam em nada para o eleitor.
Chegou a hora daquele assessor amigo dizer: “menos IA, pessoal. Já deu”.
Projeto quer barrar devedores de pensão alimentícia em eventos esportivos e culturais no PR
Assessoria – A deputada estadual Ana Júlia Ribeiro (PT) protocolou na Assembleia Legislativa um projeto de lei que proíbe a venda de ingressos e o acesso a eventos esportivos e culturais para pessoas que estejam inadimplentes com o pagamento de pensão alimentícia.

A proposta altera a Consolidação das Leis de Defesa do Consumidor do Estado do Paraná e prevê que a restrição seja aplicada a devedores com inadimplência reconhecida judicialmente ou registrada em bancos públicos de proteção ao crédito e protesto de títulos.
Pelo texto, a verificação poderá ocorrer no momento da compra do ingresso, físico ou digital, cabendo às plataformas de venda, organizadores de eventos e administradores dos espaços adotar mecanismos de consulta. O projeto também determina que a negativa de venda ou acesso seja comunicada de forma discreta, sem exposição pública ou constrangimento.
