
A Gazeta do Povo calculou em 200 pessoas o número dos que fizeram a manifestação “prête-à porter” defronte a Igreja do Rosário e à Sociedade Garibaldi, protestando “contra o casamento ostentação” de Maria Victoria e o advogado Diego Campos na sexta, 14.
Numa cidade com 2 milhões de moradores, mais 1 milhão na RMC, isso é nada. Mas expressa alguma opinião, embora o grupo da baderna tenha exibido contumazes milicianos, gente que se alimenta de e por protestos à “gauche”.
TUDO É MENSURÁVEL
Lembro Tomás de Aquino, que sempre chamo em tais situações, quando preciso dimensionar realidades: “na vida tudo pode ser quantificado, o bem e o mal têm de ser quantificados.”
Assim, entre os 200 possíveis “multiplicadores de opinião” – generosamente chamo assim esses protestantes -, e a maioria silenciosa que aceita protestos mas não badernas à “black-block”, fico com o espírito que identifico na cidade.
Não poderia ser de outra forma.
E esse espírito que identifica o curitibano até pode ser ranheta em certas ocasiões, como quando mostra a flama de reclamação tão conhecida, dos eslavos que compõem parte do ethos da cidade.
Ranhetice por boas causas, em busca de construir e evitar injustiças.
Desta maneira, pouco mais tenho a dizer, senão que nada é mais anticuritibano do que negar aos seus cidadãos de todas as esferas sociais o direito de celebrar o casamento. Esse é o rito de passagem que sinaliza a perspectiva de a vida se desdobrar.
Eu continuo o mesmo, alguém que acredita no “medio virtus”. A virtude fica no meio.
E continuo me negando a seguir cortejos, especialmente os alimentados por “boas pautas”, mas que não se sustentam do ponto de vista de valores éticos, civilizatórios nem se coadunam com nossas matrizes espirituais.
