Assessoria – Aos poucos, as temperaturas em diversas regiões do país, em especial no Sul e no Sudeste, começam a baixar. O atual período de outono, ainda que com algunas dias de calor, começa a apresentar momentos um pouco maiores de frio, antecipando a chegada do inverno no mês de junho. Por isso, desde já é importante que pais e responsáveis estejam atentos a doenças que possam atingir a saúde das crianças nessa época.
Ambientes escolas, creches e a própria casa são locais com circulação de vírus e bactérias. Em uma nota técnica publicada em maio de 2025, também início de um período mais frio, o Brasil registrou mais de 45 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Na mesma nota, a pasta reforçou a relação entre o período de outono e inverno e a disseminação de infecções como gripe, resfriado, covid-19, rinite, asma e bronquite.
Haroldo Torres Alves, pediatra e professor de pós-graduação da Afya Educação Médica Curitiba, explica quais são as principais causas, formas de prevenção e tratamento de doenças comuns às crianças durante o outono e o inverno. As orientações podem tornar a proteção ao público infantil mais eficaz.
Por que, no inverno, as crianças são mais suscetíveis a sintomas de gripe, resfriado e outras doenças?
“No outono, os dias iniciam com um ar mais gelado, esquentam nas horas seguintes e, no início da noite, a temperatura cai de novo. É uma amplitude térmica que facilita inflamações nasais com congestão e coriza, associando-se a múltiplos vírus no ar que são transmissíveis pelo contato pessoal. Quando chega o inverno, as temperaturas baixas provocam ressecamento da mucosa nasal, inflamações de traqueia e brônquios, o que pode gerar crises nestas regiões tanto pela variação de temperatura quanto por um quadro infeccioso associado, seja viral, bacteriano ou fúngico”.
Por que o inverno geracrianças tantos casos de doenças respiratórias?
“As vias aéreas superiores (conchas nasais) têm a função de aquecer o ar antes que ele desça para as vias aéreas inferiores (brônquios e pulmões). Com as baixas temperaturas, há o ressecamento e inflamação das vias superiores, o que provoca sintomas de congestão nasal, coriza, resfriados e gripes. Assim, há o aumento de doenças respiratórias, sejam alérgicas ou infecciosas, em especial nos ambientes fechados, como as salas de aula”.
Quais são as melhores formas de prevenção ou diminuição de risco de doenças comuns no inverno para as crianças?
“Para começar, uma alimentação rica em proteínas e frutas cítricas, pela vitamina C que contém, são importantes para gerar uma boa imunidade, bem como uma boa hidratação. A mucosa nasal também precisa de hidratação, com uso de soro fisiológico e a lavagem com água, após contato com pessoas que possuem sintomas gripais ou como hábito após sair de ambientes aglomerados. Cobrir o nariz na saída de um ambiente quente para outro externo, com a ida e o retorno da escola, evita ainda a respiração imediata do ar gelado, prevenindo reações alérgicas e infecciosas”.
Quais as formas de prevenção mais adequadas para ambientes como escolas e creches?
A prevenção nas escolas e creches passa por evitar aglomerações e proximidade com as crianças que sintomas como espirro, coriza e tosse. São crianças que precisam ser avaliadas em consulta médica para identificar o que está acontecendo e precisam serem afastadas das atividades coletivas até melhorarem o quadro. Por outro lado, é importante manter salas arejadas, mesmo com o ar gelado, seguir com boa hidratação, higiene do nariz, lavagem das mãos e uso de álcool gel, para evitar a proliferação de germes e o contágio de doenças infecciosas”.
