
Martha Feldens confirmou o que a gente sabe há tempo: é jornalista que se alimenta de lógica e bom senso. Tal como fez agora, quando matou a charada, em seu FaceBook. Chamou de linchamento midiático aquilo que certos comunicadores vêm fazendo em torno do casamento de Maria Victoria, filha do ministro da Saúde, Ricardo Barros e da vice-governadora Cida Borghetti.
Martha foi na garganta dos que querem estragar a festa: se o casamento não usa recursos públicos nem a montagem da festa vai comprometer o majestoso palazzo que é a Sociedade Garibaldi, bem particular tombado, não tem reparos a fazer…
Dá vontade, diante de tanta clareza, de encerrar o assunto com um “magister dixit”.
E o também jornalista Pedro Ribeiro, reportando-se ao alerta de Martha, pediu, simples e incisivamente: “Deixem a deputada casar e ser feliz”.
CASAMENTOS (2)
No segundo governo Lerner, quando Andrea, filha de Jaime e Fani (a outra filha é Ilana) resolveu casar com Sebastian, pintor holandês, os dois residentes em Nova York, houve alvoroço desmedido. Não poucas vozes murmuravam em torno dos preparativos das bodas, que foi um casamento simples. A oposição queria porque queria até enxergar as bodas ligadas a dinheiro publico, uma ligação que nunca existiu, é claro.
Depois a repercussão da festa ecoou e dividiu-se entre em muito disse-me-disse. E a música que pontuou a cerimônia (“New York, New York”), então, era cantada em rodas oposicionistas em Curitiba, como senha para começar a pixação.
Claro que a campanha dos maledicentes cedo morreu. Mas dias depois do casamento, o gatilho para começo de muita conversava era – “Você foi convidado para o casamento??”
Fui convidado para o casamento de Maria Victoria, mas abordo o assunto como mero jornalista. E tudo que tinha a dizer sobre o assunto já disse quando citei, dias atrás, neste espaço, explicações de dirigentes da Garibaldi: Cida e Ricardo são sócios do clube, e como tantos outros, sócios ou não, usarão o cinematográfico espaço (lembram-se do filme de Anthony Quinn?) para promover uma festa. E só, sem dinheiro público, sem comprometer o pallazzo tombado.
Nada a acrescentar.
