
Áreas oficiais dizem, por vezes, que o Brasil tem cerca de 14 milhões de desempregados; outras, que seriam 11 milhões. De qualquer forma, números absurdos num país que já teve aspirações primeiro mundistas e que hoje é abatido pelo México, no ranking das mais desenvolvidas economias da América Latina.
Uma amostra bem próxima da realidade a coluna cita o que ocorre em Curitiba. Aqui, o Senac Paraná abriu concurso para a escolha de jornalista (uma vaga) para os quadros de sua assessoria de comunicação social. A resposta foi impressionante: 409 jornalistas, quase todos formados em Comunicação Social, e com o devido registro profissional se inscreveram para a seleção. A carga horária diária é de 5 horas.
O universo dos candidatos é amplo: querem ocupar o cargo jornalistas de todas as regiões, gente da Paraíba, Rio de Janeiro, Minas, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, e até de Roraima e Amapá.
Todos os candidatos “sonham” com o salário de R$ 3.347,00/mês.
Na proporção, nem os disputadíssimos vestibulares de Medicina indicam tanto interesse por uma vaga: 409 X 1.
