
Em 2005, há 12 anos, portanto, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu providências aos aliados na Câmara para que salvassem o mandato do deputado Professor Luizinho, do PT de São Paulo, acusado de receber R$ 20 mil do “valerioduto”. “É uma merreca”, disse Lula. Não era não.
A CAMPANHA E O BOLSO
Desde então, “a merreca” vem abastecendo a campanha e o bolso de políticos de todos os matizes. Agora mesmo, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), está sendo acusado de receber R$ 50 mil em dinheiro não contabilizado para a campanha de 2010, via Odebrecht. O vice Plauto Miró, outros R$ 50 mil. O ex-deputado e atual presidente do Tribunal de Contas do Estado, Durval Amaral, R$ 120 mil. De merreca em merreca a empreiteira enche o papo.
EM TODO CANTO
E não é merreca não. A Odebrecht abasteceu todos aqueles ligados a projetos de seus interesses. Até vereadores do mais recôndito canto do país.
