Às vezes nos parece consolador que a Câmara Municipal de Curitiba ocupe-se preferencialmente com nomes de ruas e títulos de cidadão honorário. É o modo mais fácil de evitar que saiam da cabeça pensantes dos vereadores projetos como o que torna todos os assentos dos ônibus preferenciais.
DITADURA DOS BANCOS
A proposta, agora em tramitação na Comissão de Direitos Humanos da Casa, é apoiada no seguinte raciocínio: ora, ora, se os usuários não respeitam os assentos preferenciais, aqueles de cor diferente, destinados a idosos, deficientes, gestantes e crianças de colo, que se instaure a ditadura dos bancos. De agora em diante, todos os assentos serão preferenciais e aquele que não se enquadrar no previsto deve ficar em pé, ou constrangidamente, sentar. É uma forma de educar ao contrário. Ou deseducar.
PREFERENCIAL NÃO É EXCLUSIVO
Resta saber e, talvez seja cabível um pedido de esclarecimento aos vereadores: se os assentos serão todos preferenciais e a cores uniformes, como se distinguirá o que é e o que não é o banco reservado?
Lembremos: assento preferencial é como diz a palavra. Não se trata de uso exclusivo. Agora, se todos os usuários decidirem usar os bancos preferenciais sem atentar para o que reza a lei, nem mesmo aqueles dantes preferenciais serão poupados. Deseducação é isso aí, vereadores.
