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92 CIENTISTAS ITALIANOS FAZEM MANIFESTO CONTRA CATASTROFISMO

Mudanças climáticas (Berkeley Lab – CC)

Eles afirmam que existe manipulação midiática em torno à divulgação das verdadeiras causas dos períodos de mudanças climáticas no planeta

 

Redação da Aleteia | Jul 08, 2019

Uma das grandes polêmicas discutidas pela assim chamada “sociedade global” desta nossa época gira em torno da identificação das verdadeiras causas das alterações climáticas presenciadas ao longo de diversos períodos da história do planeta.

Para um “lado” do debate, as causas são predominantemente naturais, dado que existem ciclos de alterações climáticas que se alternam ao longo dos séculos; para o outro “lado” da discussão, a causa fundamental da atual mudança climática é o homem, especificamente por emitir poluentes na atmosfera em decorrência da sua ação econômica predatória.

Nesse ringue, a mídia tem feito um papel amplamente questionado: é acusada, basicamente, de não informar o público de modo completo e imparcial, mas sim de tomar partido, ideologicamente, do lado do debate que atribui as mudanças prioritariamente às ações do homem.

Diante de um cenário descrito por eles próprios como de “pressão propagandística“, 92 profissionais italianos, entre cientistas, professores e pesquisadores, acabam de apresentar aos poderes executivo e legislativo da Itália uma petição em que negam a narrativa midiática segundo a qual a comunidade científica manteria um “consenso” favorável à tese que atribui ao homem as causas do aquecimento global.

AQUECIMENTO ANTRÓPICO?

Os signatários da petição, entre os quais há geólogos, geofísicos, astrofísicos, climatologistas, meteorologistas e pesquisadores de diversas áreas científicas, afirmam que a tese de que a origem do aquecimento global é antrópica (ou seja, ligada preponderantemente ao homem) se baseia em modelos computacionais comprovadamente incapazes de reproduzir o clima do passado e que não conseguiram prever sequer o clima dos últimos vinte anos.

Considerando este fato, eles apelam aos deputados, senadores, ministros e ao presidente da República italiana para que evitem o que chamam de “ilusória pretensão de governar o clima”, alegando que as políticas com tais pretensões dificultam o acesso da humanidade ao fornecimento adequado de energia.

PROMOTORES

A “Petição Sobre o Aquecimento Global Antrópico” teve como promotores Uberto Crescenti, Professor Emérito de Geologia Aplicada, Universidade G. D’Annunzio, Chieti-Pescara, ex-Reitor e Presidente da Sociedade Geológica Italiana; Giuliano Panza, professor de sismologia, Universidade de Trieste, Acadêmico dos Linces e da Academia Nacional de Ciências, conhecida como dos XL, Prêmio Internacional 2018 da American Geophysical Union; Alberto Prestininzi, Professor de Geologia Aplicada, Universidade La Sapienza, Roma, ex-Editor-Chefe Científico da revista internacional IJEGE e Diretor do Centro de Pesquisa de Previsão e Controle de Riscos Geológicos; Franco Prodi, Professor de Física da Atmosfera, Universidade de Ferrara; Franco Battaglia, Professor de Química Física, Universidade de Modena; Movimento Galileo 2001; Mario Giaccio, Professor de Tecnologia e Economia de Fontes de Energia, Universidade G. D’Annunzio, Chieti-Pescara, ex-Reitor da Faculdade de Economia; Enrico Miccadei, Professor de Geografia Física e Geomorfologia, Universidade G. D’Annunzio, Chieti-Pescara; Nicola Scafetta, Professora de Física Atmosférica e Oceanografia, Universidade Federico II, Nápoles.

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