
DEBATE QUENTE
A prisão de condenados em segunda instância, que contraria o dispositivo constitucional do trânsito em julgado, esquentou o debate acerca da Democracia e da Soberania Popular, sábado (12), na Uninter. O professor de Direito, André Peixoto, defendeu uma lei que antecipe o dispositivo para a segunda instância, legitimando, assim o preceito constitucional. “Prender em sede de execução é inconstitucional”, afirmou, referindo-se ao ex-presidente Lula, que começou a cumprir a sentença de 12 anos e 1 mês no caso do tríplex do Guaruja, na superintendência da PF.
CHAME O PLEBISCITO
O mantenedor da Uninter, Wilson Picler, exibiu pesquisa encomendada em abril (o instituto não foi nominado), em que 70,4% dos entrevistados afirmaram ser favoráveis à prisão em segunda instância ante 20% contrários. Picler defendeu um plebiscito para confirmar a vontade popular e acusou os parlamentares de não convocá-lo porque 1/3 de seus membros responderia a processo.
INTERVENÇÃO MILITAR
Falando para um público de cerca de 100 pessoas, no auditório do edifício Garcez, tombado pelo patrimônio histórico, Picler revelou ainda o descrédito da população com a democracia ao apontar os favoráveis à intervenção militar na pesquisa: 59% contra 34%.
PRÁTICA COMUM
Picler lembrou também que, no período de 1941 a 1988, antes da entrada em vigor da nova Constituição, a prisão em segunda instância era prática no sistema penal.
SAIA JUSTA
Por fim, o mantenedor da Uninter, em dia inspirado, lembrou à audiência que o vice-reitor da instituição, Jorge Bernardi, sentado ao seu lado, fora um entusiasta do “parlamentarismo com rei”. Votou no plebiscito de 1993 a favor da monarquia e do parlamentarismo. Bernardi sorriu amarelo e admitiu, mas disse que mudou de posição. Hoje ele é pré-candidato ao governo do Paraná pela Rede, o partido de Marina Silva.
MAGDO
“Quem nunca deu um tapa no bumbum do filho e depois se arrependeu”
(Do deputado federal e pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro, do PSL, desqualificando o documento secreto de 1974, da CIA, que revela que Ernesto Geisel aprovou a continuidade de execuções sumárias de adversários da ditadura militar)

