segunda-feira, 3 agosto, 2026
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XISTO FAZ INVENTÁRIO DE VITÓRIAS NO TJPR, E MOSTRA QUE PANDEMIA NÃO FOI OBSTÁCULO

Desembargador Xisto, lendo discurso

Em discurso, ao deixar Presidência do TJPR, Xisto enumera  conquistas como a implantação com sucesso do teletrabalho e aumento de produtividade em 30%.

O desembargador Xisto Pereira  fez um pronunciamento  com forte prestação de contas de contas de seu mandato como presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, em pronunciamento na tarde de hoje,  dia primeiro de fevereiro,   ao transmitir o cargo ao novo titular, desembargador José Laurindo de Souza. O ato teve lugar no TJPR, com transmissão pelo Youtube, com a presença do governador Ratinho Junior, do vice-governador Darci Piana, do chefe da Casa Civil do estado, Guto Silva, e do presidente da ALEP, deputado Ademar Traiano. A posse foi acompanhada por milhares de pessoas, via youtube.

Dentre os muitos pontos salientes de seus dois anos no TJPR, Xisto deu destaque a alguns, como a implantação do teletrabalho, por conta da  pandemia; ao mesmo tempo, ressaltou o crescimento da produtividade do Tribunal, em cerca de 30%, durante a pandemia, em comparação com igual período de 2019;  ao mesmo tempo, foi enfático  ao sublinhar a conquista do Selo de Ouro do Conselho Nacional de Justiça (o único TJ de grande porte a obter essa premiação do CNJ. O número de 6 milhões de atos processuais foi citado por Xisto como  exemplo de operosidade da justiça paranaense, no período de seu mandato no TJPR.

ESTILO É O HOMEM  NO MODELO XISTO 

A passagem do desembargador Xisto Pereira pela Presidência do Tribunal de Justiça do Paraná foi marcada por  novas formas de o TJR relacionar-se com a sociedade. Não foi uma mudança brusca, mas uma abertura “soft”, muito mais identificada pela maneira amena com que seu presidente, um campeão do diálogo, apresentou à sociedade essa instituição quase sempre vista como “algo distante”, pouco acessível.

Xisto trabalhou no regime de portas abertas. Um dia semana ele dedicou justamente a isso, abrir as portas de seu gabinete para receber a todos (na medida do possível) que quiseram acessar à Presidência. Assim agiu sem romper com protocolos, sem iconoclastia, sem tirar um til ou cedilha das normas legais. Mas nunca deixou alguém que o procurou em busca de solução de alguma questão vital, , sem a resposta. Fosse ela qual fosse. Xisto assim  apenas expôs na principal posição do Tribunal de Justiça do Paraná aquilo que é sua característica desde quando começou a  exercer a magistratura no interior do Estado.  Foi somando esforços, somando forças com os jurisdicionados.

Driblou magistralmente a pandemia,  recorrendo aos avanços tecnológicos – com o teletrabalho   com que  ampliou o trabalho da Justiça. Nisso, soube aproveitar no máximo da Tecnologia da Informação que o TJR expõe através do “TEU”, hoje apropriado pelo judiciário em âmbito nacional.

 

130 ANOS DE HISTÓRIA 

O acervo de legados da passagem de Xisto Pereira pela Presidência do TJPR  – uma unanimidade entre seus pares – é grande. Um deles, o livro que Marden  Machado, seu braço direito e assessor de Comunicação Social, me entrega.

Marden Machado

Marden foi um dos executores da obra. Trata-se de  presente  que fica  para a  História do Paraná, uma forma de não passar em branco uma data para sempre memorável – os 130 anos do Tribunal de Justiça do Paraná. Mas é sobretudo a grande fonte de referência que hoje temos sobre o Tribunal desde seu primórdios. Dias de lutas, acertos, fracassos e de “tourear” atos ditatoriais.

A codificação em livro  da trajetória da Justiça em seus muitos e antigos caminhos no Paraná, desde o século 16, em Paranaguá, era desafio que tinha de ser aceito por alguém. E o escolhido por Xisto e Marden para levar  a diante a empreitada  foi Diego Antonelli.

Diego Antonelli

O jovem jornalista, com traços de historiador em ampliação, não só saiu-se muito  bem. Ele entrou em  sintonia fina com as Comissão de Memória do TJPR e com o apoio de pesquisas realizadas também por Darbi Wolf, Ibramar Pinto, desembargador Jorge de Oliveira Vargas, Giovanna Laufer, Meline Zortéa, Irineu Wlodarczyk e Carlos Alberto Cavalheiro.

Para mim, leitor assíduo de temas históricos, a “biografia” do TJPR me  alegra na pandemia, momento em que amplio meu leque de Leituras.

O livro não precisava ser tão caprichado do ponto de vista de presença gráfica. Mas está mesmo um  primor. Pode até ser confundido como um daqueles livros-arte, que colocamos nas antessalas, e que geralmente são apenas manuseados e “sorvidos” visualmente.  Neste caso, pelo contrário,“130 Anos de História do TJPR” é um convite a começar a leitura e não mais parar. Eu, por exemplo, logo saltei para uma história que muito me chamou atenção nos anos 60, quando comecei como repórter – o julgamento de Maria Bueno.

Santa ou pecadora, marcas que estiveram ao redor da vida de Maria Bueno,  são conceitos que não entram no livro. Ele se atém a mostrar o julgamento do assassino dessa mulher considerada no final do século 19 como exemplo de santa popular. Esse é um dos pontos interessantes do livro, um passeio por ângulos da História do Paraná, muitos deles desconhecidos ou mal interpretados.

“NÃO POSSO ESQUECER, OBRIGADO” 

O desembargador Xisto Pereira, ao fazer um amplo rol de agradecimentos aos que com ele andaram ao longo de seus dois anos de mandato, citou notáveis. A começar pelo governador Ratinho Junior. Foi caloroso ao se referir ao substituto, desembargador Laurindo, e  TAMBÉM aos que o acompanharam – a ele, Xisto – no mandato que se encerrou. Fez uma agradecimento especial aos meios de comunicação. E, para minha surpresa, personificou esse agradecimento à imprensa, “na pessoa do professor e jornalista Aroldo Murá”.

Cá comigo, devolvo ao caríssimo desembargador, usando a expressão que antigamente  era obrigatório para manifestar esperança com relação ao futuro de alguém muito caro: “Ad multos annos, Xisto”.

Ratinho Junior

 (AMGH)

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