
Raros são os que ganham o visto de “habilidades especiais”, dado pelo Governo americano, e que lhes permite trabalhar nos Estados Unidos. Uma das exceções é Wanderson Castilho, que Curitiba foi mostrando ao Brasil, nos últimos dez anos, como um grande especialista em Segurança na Internet (e em tecnologia da informação, no geral). Hoje ele e família vivem em Miami. Ele tem o visto de “habilidades especiais”. A caminho de ganhar o Green Card.
ESTÁ EM TODAS
Quem se der ao trabalho de acessar o Google poderá até se surpreender, diante do registro de muitas publicações e entrevistas que Wanderson tem dado a programas de alta audiência, como os da Globo (Jô Soares), Veja, Fantástico…
Formado em Física pela USP (não é preciso maiores explicações), tendo feito Mestrado na área, Wanderson foi consolidando-se como “detetive da Internet”, desvendando crimes cibernéticos para bancos, empresas, partidos políticos. Até mesmo o MP e setores da Polícia Federal utilizaram (e utilizam) os serviços de Wanderson.
LADROAGEM ELETRÔNICA
No caso dos bancos, discretamente como seu ofício requer, o especialista acabou com ladroagens eletrônicas, de hackers entrando e desviando milhões de contas correntes.
O currículo de Wanderson indica ter feito cursos no FBI e prestado consultorias a entidades policiais de vários países.
PRESIDÊNCIA
Lembro-me bem: nos primeiros dias do governo Dilma, setores de inteligência do Palácio do Planalto requisitaram a perícia de Wanderson para identificar quem estava hackeando endereços da presidente. Saiu-se bem na missão, é claro. Mas nada falou sobre o caso.
BRASÍLIA CHAMA
A grande novidade em relação a Wanderson Castilho me foi passada ontem por fonte de Brasília que, por motivos óbvios, pede anonimato: o especialista curitibano poderá ser acionado por autoridades (PF, MPF ou Governo?) para desbloquear o notebook de Marcelo Odebrecht, que guarda, sabe-se, um universo de “preciosidades” que interessam aos que trabalham na Lava Jato.
Mesmo morando nos States, a vida profissional de Wanderson não foi atingida: ele continua atendendo clientes brasileiros pelos meios digitais, sua especialidade.
É o nosso Número Um em TI, o terror dos criminosos digitais.
PARA MELHOR ENTENDER O CASO NOTEBOOK
(publicado por O Globo, 9-8)

“SÃO PAULO – Ninguém sabe qual é a senha do notebook de Marcelo Odebrecht. Nem ele mesmo. O empresário afirmou à Polícia Federal (PF) na semana passada que a senha é gerada por um dispositivo eletrônico chamado token, mas admitiu que não sabe onde está o aparelho. A situação gerou mais um embate entre a PF e o Ministério Público Federal (MPF). Em documento anexado na última segunda-feira em um dos processos contra o herdeiro da Odebrecht, a delegada da PF Renata da Silva Rodrigues criticou a Procuradoria-Geral da República (PGR) por não ter exigido que Marcelo entregasse a senha do computador antes de assinar a delação premiada.
BUSCAM PLANILHAS
Policiais, promotores e o próprio Marcelo Odebrecht querem ter acesso ao computador para procurar e-mails, planilhas e outras provas que possam ser utilizadas para comprovar as informações prestadas nas delações feitas pelos executivos.”
