
É complicado, difícil de entender, pode dar impressão de algo meio nazista – separando arianos de não arianos.
Mas é isso mesmo: com o título de Seleção por Heteroidentificação que o Ministério do Planejamento, com a Portaria Normativa 4 regula o exame de identificação, mediante banca examinadora, de quem tem direito às chamadas cotas raciais para ingresso no serviço público federal.
CONSTITUCIONAIS
As cotas raciais, é bom lembrar, foram consideradas constitucionais pelo STF em junho de 2017.
OS CRITÉRIOS
Agora resta saber quais os critérios que as bancas de heteroidentificação usarão para dizer quem entra nas categoriais beneficiadas (negros, índios, mulatos).
A filha de Antonio Pitanga, atriz Camila Pitanga, não tem as características negróides do pai. Pelo simples exame visual, pode perfeitamente ser aceita como branca, se prevalecer avaliação fisionômica.
OS DOIS GÊMEOS
Já o caso simbólico daqueles dois irmãos gêmeos, que quiseram ser admitidos por cota na Universidade de Brasília, ainda perturba: um deles foi considerado negro; o outro, não foi aceito como cotista. Entendam-se esses critérios…
E A PRINCESA MEGHAN
E agora temos uma nova realidade de surpresas genéticas: a futura mulher do príncipe Harry, da Inglaterra, a atriz Meghan Markle, de feições totalmente arianas, é filha de uma negra absoluta.
BRANCA OU NEGRA?
No Brasil, se fosse candidata a cargo público federal, como Meghan seria considerada: branca ou negra?
“UM PÉ NA COZINHA”
Por último, mais a título de pura especulação: e o ex-presidente FHC, que sempre se disse “ter um pé na cozinha” – com isso alegando suas raízes negras – seria um afrodescendente num hipotético concurso público?
OS MAIS POBRES
Eu continuo em minha velha posição: melhor que cotas étnicas (raciais???) seriam cotas sociais. A população negra é maioria absoluta no Brasil. E quase que toda pobre ou miserável. Portanto…
