sábado, 20 junho, 2026
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Vereadores reclamam do “lockdown” de Greca

Professor Euler. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

O impacto das medidas mais restritivas em função da pandemia da Covid-19 voltou a repercutir em sessão plenária da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), na manhã desta terça-feira (1º). Decretada na última sexta (28), a bandeira vermelha deve vigorar até o dia 9 de junho (940/2021). Alexandre Leprevost (Solidariedade) abriu o debate: “Nós chegamos a um ponto que não tem mais como.

Essas pessoas não aguentam mais. Eu sou empresário”. O vereador pediu apoio às manifestações convocadas pela Associação Comercial do Paraná (ACP) – nesta terça, carreata terá saída às 16 horas, no Centro Cívico. Nesta quarta-feira (2), está previsto ato em frente à Câmara Municipal, às 10 horas. “Não adianta aqui nós falarmos ‘essa gente é negacionista’. Eu não sou negacionista. E essas pessoas que estão lá lutando por seus direitos, a maior parte delas não são negacionistas. Mas eles não aguentam mais. Não estão conseguindo sobreviver”, declarou.

Vereadores Alexandre Leprevost

SEM AMPARO

Segundo Leprevost, “não existe, por parte do Município, um reconhecimento, um reparo, um incentivo”. Ele avalia que o comércio tem sido “extremamente injustiçado” desde o começo da pandemia, impactado agora pelo que chamou de “semi-lockdown”. Também defendeu o debate de “estratégias de incentivo e de reparo” ao segmento, junto às secretarias municipais de Governo e de Finanças.

Para Professor Euler (PSD), “esse abre e fecha feito em Curitiba” já se mostrou ineficiente, sem “resultados efetivos na saúde”.”Essa estatística da prefeitura [de passageiros contaminados nos ônibus] deixa muito claro o que está literalmente matando nossa cidade. Só não enxerga que é o transporte coletivo quem não quer”, avaliou.

MEDIAÇÃO DE EDUARDO

O vereador agradeceu a contribuição do vice-prefeito da cidade, Eduardo Pimentel, na mediação de projetos e sugestões de sua iniciativa, e disse que manterá a postura independente. “Neste período privilegiei o diálogo, apresentei diversas sugestões. Inclusive evitei fazer críticas. Mas tudo tem um limite. Não ver um monte de absurdo sem me posicionar a respeito”, afirmou Euler, sobre os primeiros meses da legislatura. “Agora minha contribuição será reforçando cobranças e a fiscalização sobre o Poder Executivo.”

(Fonte: Imprensa da CMC)

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