
Velhos políticos estão em decadência no Paraná? Suas vozes não mais são escutadas como antigamente?
As respostas não podem ficar limitadas ao “sim” ou ao “não”.
Roberto Requião, o senador, é um dos “velhos” que entram nesses questionamentos.
Por 3 vezes governador do Paraná, Requião não só não teve importância na campanha do filho – Requião Filho – a prefeito de Curitiba, como também bradou em vão em apoio à candidatura de um sobrinho seu, Paicã de Mello e Silva.
Fez muita campanha pelo sobrinho, via Internet, especialmente. Mas o resultado final foi pra lá de frustrante para o moço, que conseguiu não mais que 607 votos.
ÁLVARO DIAS
Outro senador veterano, no entanto, Álvaro Dias, que preferiu não apoiar nenhum nome à Prefeitura de Curitiba, parece conservar a intacto seu prestígio no Estado e em franco crescimento no plano nacional.
Álvaro viaja todos os fins de semana, atendendo a uma variada agenda, em cidades de todo o Brasil, levando a bandeira de renovação de seu novo partido, o PV, e suas propostas de futuro candidato à Presidência da República.
Político cento por cento, Álvaro manteve-se absolutamente distante da campanha de Curitiba a prefeito. E a explicação foi clara: tinha amigos de todos os naipes e partidos. Por isso, absteve-se de mostrar preferências. Se é que as teve.
EUCLIDES SCALCO
Há outros políticos de idade avançada que se mantêm com grande prestígio, nem sempre suficiente, no entanto, para influenciar nos resultados das urnas. Mas têm credibilidade suficiente para avalizar candidaturas. Foi o caso de Euclides Scalco, tucano de primeira hora, ex-ministro de FHC, e que coordenou campanha de Fernando Henrique à Presidência.
“Scalco foi uma espécie de farol na campanha de Gustavo Fruet, uma referência”, explica à coluna um dos coordenadores da campanha derrotada do prefeito.
JAYME CANET JR.
Até anos recentes, o recém desaparecido ex-governador Jayme Canet Junior era também visto como um farol indicador de rumos para companheiros que nele se inspiravam e buscavam palavras de apoio às suas campanhas eleitorais.
Canet, é verdade, manteve-se, no entanto, em silêncio, não se manifestava publicamente a favor de qualquer candidatura. Mas, em confiança, para os mais próximos, era sempre a luz que não faltava a nortear campanhas eleitorais. Apenas uma minoria tinha esse privilégio do conselho prudente do governador que fez a diferença no Paraná.
JAIME LERNER
Afastado totalmente das lides político-partidárias, Jaime Lerner tem-se mantido silente diante de eleições e candidaturas.
Não quis se envolver nem na campanha para prefeito, embora tenha sido vítima de “emboscada” do candidato Rafael Greca que apareceu de supetão na sede do Instituto Jaime Lerner, com fotógrafo a tiracolo.
Greca, ex-discípulo querido, e com quem está rompido política e pessoalmente, saiu de mãos vazias: sem declarações, sem palavras, sem manifestações que endossassem sua candidatura. Embora, é verdade, isso não impedisse que o candidato do PMN se apropriasse de uma certa saudade dos tempos de Lerner como dividendo para sua campanha de 2016.
Aliás, essa apropriação dos tempos de Lerner foi o grande mote da campanha do PMN.
