Assessoria – Com 80 filmes de todo o mundo na programação, o festival Olhar de Cinema reuniu estreias nacionais e mundiais em suas variadas mostras, com destaque para as Mostras Competitivas. Na Competitiva Brasileira, os longas concorrem aos prêmios de Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Atuação, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Som, Melhor Montagem e o Prêmio Olhar de Melhor Filme. Além disso, concorrem ainda ao Prêmio da Crítica Especializada, ancorado pela Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema.
Já os curtas, concorrem no Prêmio Especial do Júri e Prêmio Olhar de Melhor Filme, assim como ao Prêmio Canal Brasil, concedido pelo principal canal de televisão por assinatura brasileiro com programação voltada para produções audiovisuais nacionais.
Na Competitiva Internacional, os longas concorreram pelo Prêmio Olhar de Melhor Filme e Prêmio Especial do Júri. E os curtas, concorrem ao Prêmio Olhar de Melhor Filme.
Sobre os jurados
O júri que avaliou os longas da Mostra Competitiva é formado pelo cineasta e roteirista Bruno Costa; pela antropóloga cultural e curadora de cinema Jacqueline Nsiah; David Montenegro, gestor cultural, curador de cinema e artista; Janaina Oliveira, pesquisadora de cinema e curadora independente; e Saravy, atriz brasileira contadora de histórias no cinema e no teatro.
Já quem avaliou os curtas-metragens da Competitiva foram Juliana Rojas, roteirista, diretora e montadora; Layla Braz, produtora e curadora de festivais de cinema; e Pablo Mazzola, programador e consultor para projetos cinematográficos. Além dos curtas, esses profissionais também são responsáveis por julgar os títulos da Mostra Novos Olhares, em que a produção ganhadora leva o Prêmio Olhar de Melhor Filme.

Confira os ganhadores da Mostra Competitiva Brasileira do 15º Olhar de Cinema:
O longa-metragem alagoano “Olhe Para Mim”, do diretor Rafhael Barbosa, levou três prêmios, sendo de Melhor Som (Lucas Coelho), Melhor Direção de Arte (Nina Magalhães) e Melhor Direção (Rafhael Barbosa). A produção é uma fantasia alegórica inspirada no imaginário popular que margeia o Rio São Francisco. No enredo, 10 anos após o desaparecimento de sua mãe durante a grande festa religiosa da cidade, Marcelo ainda lida com as consequências de sua ausência. Na véspera de mais uma festa, ele conhece dois misteriosos viajantes, Sandra e seu filho Ivan. Marcelo fica fascinado pela dupla e embarca na viagem, mas no caminho descobre que eles estão prestes a cruzar uma fronteira perigosa. O trajeto reserva encontros com seres místicos e experiências transcendentes.

“Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, da diretora Janaína Marques, levou dois troféus, sendo de Melhor Atuação (Elenco) e o Prêmio Olhar de Melhor Filme. No longa, Rosa, cercada pelo zumbido hipnótico de uma máquina de ressonância magnética, é instruída a pensar em um momento feliz de sua vida. É dentro dessa odisseia subconsciente que ela reencontra sua mãe, Dalva, com quem inventa memórias inexistentes.
Com direção de Pedro Diógenes, “Adulto/Homem” levou o prêmio de Melhor Roteiro. O filme é um plano sequência que acompanha 20 atores que estão à espera de um teste de elenco.
“A Noite e os Dias de Miguel Burnier”, de João Dumans, recebeu o prêmio de Melhor Montagem (Affonso Uchoa) e Melhor Fotografia (João Dumans). A produção aborda um grupo de amigos, que convivendo com o tédio e a falta de oportunidades, abraçados ao álcool como único companheiro das noites e dos dias, se esforça para levar a vida adiante num pequeno distrito minerário do interior do Brasil.
Já em relação aos curtas-metragens, o Prêmio Olhar de Melhor Filme foi para “Pirexia”, de Nico da Costa. A produção traz Baby, um rockstar em ascensão, que é atormentado por uma febre que o impede de criar músicas novas. Ao receber uma ligação de Pepeu, seu ex-companheiro musical e ex-amante, eles decidem compor uma última música juntos: uma melodia de cura e ressurreição para ser tocada em uma noite de lua de sangue.
O Prêmio Especial do Júri foi para o curta-metragem “Pinguim de Doce de Leite”, de Ana Vitória Miotto Tahan. O filme aborda futuras lembranças que vão sendo formadas em uma noite goiana qualquer. Nos fundos da casa de sua avó, Caju, uma criança de 10 anos, viverá sua primeira madrugada em claro com os amigos de seu tio Tiago, um jovem rebelde.
O curta-metragem “Duwid Tuminkiz – Makunaima é Duwid?” , de Gustavo Caboco Wapichana, levou o Prêmio do Público (curta-metragem). O filme instiga o público a uma reflexão sobre o famoso personagem Macunaíma de Mário de Andrade, que completará 100 anos em 2028 e suas relações com as suas raízes indígenas, em especial do Povo Wapichana.
