
Exemplo de inclusão: torneio de tênis reúne atletas cadeirantes e não cadeirantes na mesma competição Entre os dias 29 de julho e 01 de agosto, a Universidade Livre do Esporte (UE), Organização Social sem fins lucrativos, irá promover o Class Series 1000, Torneio Inclusivo de Tênis, na Associação Atlética Banco do Brasil, a partir das 9h. Os vencedores irão receber premiação e troféu. O evento faz parte do calendário oficial da Federação Paranaense de Tênis. Este é o primeiro Torneio de Tênis Inclusivo do ano.
Em 2019, foram realizadas quatro competições que contaram com a participação de mais de 200 cadeirantes e andantes. O movimento está crescendo e a Universidade Livre do Esporte tem interesse em levar o torneio para ser sediado em outras cidades do Estado.
INCLUSÃO PELO ESPORTE
“Nosso objetivo é abranger o maior número de pessoas neste movimento de inclusão por meio do esporte” ressalta o diretor da UE, Sidney Morgenstern. São sete paratletas na primeira etapa do torneio de tênis em cadeira de rodas. A modalidade é tão semelhante ao tênis convencional que segue as mesmas regras, mas com uma exceção: no tênis em cadeira de rodas, a bola pode dar dois quiques antes de ser rebatida e o segundo pode ser fora dos limites da quadra.
Para Denise Mendonça, diretora administrativa da UE, a competição é um jogo sem distinção. “Eles (os cadeirantes) se recusam a aceitar qualquer outra vantagem, querem realmente jogar de igual para igual. O que nós percebemos é que toda essa autoconfiança, a autoestima, que eles têm, adquirida por meio do esporte, é transportada para outras etapas da vida. Isso é transformador e enriquecedor.” finaliza Denise. Adriano Gonçalvez dos Santos veio de Maringá para treinar na UE e é um dos paratletas da competição.
PAIXÃO INCONTIDA

Em 2010, Adriano sofreu um acidente de carro e teve que amputar uma das pernas. Atleta apaixonado por futebol, ele descobriu que também tinha talento no tênis. Em 2015, participou da primeira competição internacional, a Copa Guga, onde foi vice-campeão. Para ele, novos desafios, dentro de uma nova realidade que serviram para mostrar que tudo é possível. “A limitação está na cabeça das pessoas. Todos temos que nos superar e nos reinventar.” comenta Adriano.
A ONG Universidade do Esporte, criada por Segismundo Morgenstern em 1997, atua na inclusão de pessoas com deficiência física e/ou intelectual e na descoberta de talentos por meio do esporte.
