
O destampatório que Toni Garcia, dublê de “político retirado” e empresário, aplicou meses atrás em Beto Richa, pode estar com seus efeitos sendo sepultados. Isso é o que se deduz depois do encontro que esses dois ex-melhores amigos tiveram na tarde de sábado, depois da Convenção que sacramentou o nome de Cida Borghetti ao governo, na central da campanha da governadora, bairro Ahú.
O condutor do encontro até então impossível foi o deputado Ricardo Barros, marido de Cida e parlamentar que é insuperável na arte das articulações, e que agora move céus e terras para ver a vitória de sua mulher no pleito de outubro.
Essa qualidade de articulador de Barros é do reconhecimento geral, mesmo na avaliação de seus opositores mais expressivos. E são muitos, é certo.
O KART FOI A LIGAÇÃO
Beto e Toni Garcia foram inseparáveis, por muitos anos seguidos, tendo seus nomes associados especialmente pelo kartismo, do qual são notórios aficionados.
A história política dos dois correu junta, no século 20, e em anos deste século 21. Eram amigos. Até que veio a ruptura nunca bem explicada.
Toni, cujo nome esteve fortemente na berlinda, desde quando recebeu condenação do juiz Sérgio Moro, anos atrás, chegou muito próximo de ganhar eleição para o Senado, anos 90. Ficou em segundo lugar, graças ao ‘milagroso’ publicitário Jamil Snege, que o transformou num homem político todo confiável, para o que ajudou muito o perfil de galã latino de Toni.
NINGUÉM SABE NADA
Não consegui detalhes do encontro. Mas minhas fontes são absolutamente confiáveis. Elas também garantem que “nada transpirou da reunião, que teve evidente interesse de promover a paz entre os dois”.
Essa paz passa, necessariamente, em que as partes beligerantes desistam de contendas jurídicas que estejam promovendo uma contra a outra.
O aforismo latino sugere que se prepare para a guerra, se se quer a paz, lembram-se? “Si vis pax…”.
