sábado, 9 maio, 2026
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TODAS AS “VOZES DO PARANÁ” E A MEMÓRIA DO PARANAENSE

O Batman de Curitiba
O Batman de Curitiba

Organizar um livro de perfis é um trabalho árduo. Há que selecionar os entrevistados, pesquisar suas histórias, marcar entrevistas, recolher fotos familiares, editar o texto, tingir-lhe uma introdução que faça jus ao perfilado e, por fim, descrever-lhe a alma em um elaborado ensaio.

Este colunista tem a honra de cumprir essa tarefa desde 2008. Há quase uma década, portanto. Nesta sexta-feira (11), chega às mãos dos leitores o livro “Vozes do Paraná 9”, em noite de autógrafo na Sociedade Garibaldi (das 19h às 23h). Quer por sua edição primorosa, quer por seu formato encantador ou por suas páginas de histórias comoventes, o livro ganhou notoriedade a ponto de se tornar um acontecimento anual, aguardado e prestigiado pelos curitibanos.

JÁ SÃO 216 PERFIS

Há muito, a capital paranaense não é mais uma cidade provinciana. É cosmopolita, ávida por novidades, admirada por cidadãos do mundo, cobiçada por aqueles que a visitam e nela sonham viver. Os retratos dos paranaenses que integram o novo volume do livro “Vozes do Paraná”, e 216 perfis publicados anteriormente, ao longo de nove anos, são a mais fiel tradução deste cenário de desejo e ânsia, de progresso e desenvolvimento, de qualidade de vida e obstinação.

Inclua nesse tempero de condimentos nobres, um que é especialmente caro a este colunista: a memória.

VENTRE DA ALMA

Santo Agostinho (354-430) tinha a memória como um bem precioso. A memória, dizia ele, “vive em um palácio, é como o ventre da alma, luz dos espaços temporais”. O santo que viveu na era medieval, nos primeiros anos do cristianismo, era um prolífico guardador de memórias.

Registrava tudo o que vivia e quando não o fazia, guardava na memória.

“Não fosse a memória o que seria da sabedoria acumulada, da literatura, da dialética e até do odor do perfume? Porque quando ele se esvai, o doce aroma, só na memória permanece”.

Assim, a história. A série “Vozes do Paraná”, cujas edições vêm sendo sistematicamente doadas às bibliotecas públicas e acadêmicas de todo o estado, cumpre em parte essa missão: registrar em livro a história do Paraná e dos paranaenses em perfis cuidadosamente elaborados e ilustrados.

DA REVISTA PARA OS LIVROS

Registre-se: este projeto começou por acaso, na revista “Ideias”, onde era reservado a este jornalista uma seção chamada “Persona”. O sucesso fez que os perfis ganhassem páginas exclusivas em formato de livro. É este que se apresenta agora, em novo volume, com 21 perfis, rico material fotográfico e uma edição de luxo. A memória do Paraná merece.

CURITIBA ESTÁ NO GIBI

A Curitiba que era do Oil-Man, o super-herói de sungão e bicicleta, não é mais. Surgem novos paladinos e vilões. A saber: Super Moro, Japonês da Federal, Quasímodo e, se fosse pouco, um personagem para lá de conhecido: Batman, que agora é arqui-inimigo e atende também pelo nome de Bruno Canhão, o empresário.

P.S.: Robin está foragido.

CAMPANA E AIRTON

Dois nomes referenciais do jornalismo paranaense, Airton Cordeiro e Fábio Campana, receberam neste dia 10 cumprimentos. No mês dos leoninos, cumpriam idade nova, com saldo de trabalho muito positivo para a memória paranaense.

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