
A denominação religiosa Testemunhas de Jeovah está exigindo da defesa do criminoso que esfaqueou o presidenciável Bolsonaro que se retrate “imediatamente”; ou que prove ter sido ela contratada para defender o fanático pelo grupo religioso.
Segundo a Folha de São Paulo, Zanone, um dos advogados, já se desdisse: não teria sido contratado por igreja nenhuma.
A preocupação das Testemunhas de Jeovah, cujo enorme Salão do Reino fica ao lado do Parque da Ciência Newton Freire-Maia, em Pinhais, tem toda razão de ser, pois o grupo religioso já é muito estigmatizado, como por proibir, por exemplo, transfusões de sangue a seus membros. Mesmo quando vidas estão dependendo delas.
E mais: de caráter pacifista, as Testemunhas se negam a servir às forças armadas. Também não votam em eleições e não portam armas em hipótese alguma.
TESTEMUNHA CURITIBANA
Nesta segunda-feira ouvi uma das mais destacadas Testemunhas de Jeovah de Curitiba, farmacêutico com pós-graduação e mestrado pela Unicamp, que pediu para não ser identificado. Criticou redes sociais e imprensa: “Ninguém cogitou de indagar sobre o absurdo que seria nossa denominação financiar a defesa de um criminoso…”
NA PRAÇA DO JAPÃO
E deixou uma sugestão: quem quiser nos conhecer, pegue exemplares da revista Sentinela, publicação entregue gratuitamente em Curitiba, em locais como a Praça do Japão.”
Antes de citar as Testemunhas como ligadas ao atentado, o nome da congregação da Igreja do Evangelho Quadrangular de Juiz de Fora também apareceu como “possível financiadora” do crime.
Atentados à democracia não rimam com espírito religioso, isso é certo.

