
Nada adianta criar rede de Internet via wi-fi, em praça pública no Nordeste. Tecnologia, antes, tem de resolver o problema da seca nordestina. O homem em primeiro lugar.
Não adianta pensar em cidades com rede de internet via wi-fi, em praças públicas, no sertão nordestino. É preciso pensar em tecnologias para resolver o problema da seca. Esse é um dos exemplos do pesquisador e palestrante da Smart City Curitiba 2019, Caio Esteves.
SER HUMANO NO CENTRO
“É impossível pensar a tecnologia sem ter o ser humano como foco. Se a tecnologia não transforma a vida das pessoas, ela não terá servido de nada. É preciso identificar as necessidades da comunidade de uma cidade e usar a tecnologia em prol dessas demandas”, afirmou, Caio Esteves.
MOBILIDADE
Ele defende que as cidades insiram o ser humano em primeiro lugar para fazer uso da tecnologia a favor daqueles que as habitam. Questões sobre mobilidade, biodiversidade e bem-estar social são alguns dos pontos que devem ser tratados com prioridade quando se fala em “cidades inteligentes”.
ATENTO AO BEM- ESTAR
Segundo o também pesquisador em smart cities, Yuri Lima, é fundamental transformar os espaços urbanos a partir do engajamento da população.

“Esse ecossistema de inovação tem que estar atento ao bem-estar das pessoas e manter nos cidadãos essa sensação de pertencimento”, salienta.
Afinal, de nada adianta avançarmos tecnologicamente se essas inovações não fazem parte do cotidiano das pessoas.
INTELLIGENT COMMUNITY
John G. Jung, cofundador do Intelligent Community Forum Canadá (ICF) e criador do conceito de Comunidades Inteligentes compartilha desta premissa. Cidades inteligentes precisam ter eficiência, infraestrutura, banda larga e dados. Mas e as pessoas? Como elas estão utilizando essas coisas? Devemos lembrar das mães solteiras, dos idosos, de toda as comunidades. Essas pessoas têm ideias, nenhuma ideia é menor. Precisamos fazer com que todos participem para que as pessoas estejam no centro da discussão. Isso é ser uma cidade inteligente”, enfatiza.
(*** observações repassadas por Diego Antonelli, a propósito do evento Smart City realizado em Curitiba, que ele acompanhou, em parte).
