
A encrenca está montada e se tornou pública no domingo, 18: exposta na parte externa do Museu Oscar Niemeyer, como parte da Bienal de Curitiba, uma escultura do chinês Ruowang sumiu simplesmente.
Há suspeitas – por ora, suspeitas, apenas – de que o sumiço tenha conotações fundamentalistas religiosas, pois a obra de arte – um livro aberto de quase três metros de comprimento – apresenta um macaco no centro do que seria uma bíblia, o que pode ser lido como contestação ao Criacionismo.
FUNDAMENTALISMOS
Para os antenados em artes e conflitos com grupos fundamentalistas, haveria conexão entre o sumiço e as declarações, dia 5, feitas pelo deputado estadual Ricardo Arruda, do PEN (Igreja Mundial do Poder de Deus), que publicou críticas contundentes à obra em sua página no Facebook.
O deputado já garantiu, em sua página nas redes, que nada tem a ver com o desaparecimento. Nem acredita que o fato tenha alguma relação com seus comentários condenatórios ao macaco (na escultura) colocado no meio da bíblia.
Pois é.

