
No pequeno expediente desta terça-feira (3), a segunda-secretária da CMC, Professora Josete (PT) prestou solidariedade ao colega de bancada, Renato Freitas, que no dia 23 de julho foi detido pela Guarda Municipal durante um ato na praça Rui Barbosa em que convocava a população para uma manifestação que seria realizada no dia seguinte na capital.
A prisão teria ocorrido após um desentendimento com um cidadão. “O momento é de tanta intolerância e algumas pessoas se acham no direito de ter atitudes que, hoje, nos parece que estão autorizadas. As pessoas não têm o sentimento de direito à livre expressão. O cidadão ficou indignado porque o vereador estava chamando para o ato e a palavra de ordem era ‘Fora Bolsonaro’ na chamada para o ato. O cidadão tentou agredir o vereador e depois se desencadeou uma discussão. O fato é que tudo se iniciou porque algumas pessoas são tão intolerantes que não podem ouvir uma opinião diferente da delas”, disse a parlamentar.

Solidariedade II
Josete, que também participou do ato de convocação para a manifestação no mesmo local dias antes, lamentou que a abordagem policial “é diferente para quem é uma mulher branca, de olho claro, que está dentro dos padrões de uma sociedade conservadora”, se comparada a “um rapaz de camiseta e com cabelo black power”.
“Temos um racismo estrutural muitas vezes velado e que está presente”, emendou, para depois informar ter solicitado ao presidente do Legislativo, Tico Kuzma (Pros), uma reunião na Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito. A agenda com o gestor da pasta, Coronel Pericles de Matos, aconteceu na última sexta-feira (30), em que ficou decidido uma ação conjunta com a GM para que sejam investidos mais recursos na formação dos guardas municipais.
