
Osmar Dias, pré-candidato assumido ao governo do Paraná, esteve presente no lançamento do livro “Vozes do Paraná 9”, na Sociedade Garibaldi.
Esgotaram-se o espaço, os acepipes, o vinho generoso e, principalmente, a edição.
Antes de gravar depoimento à equipe do “Vozes”, Osmar foi indagado sobre a aproximação com o deputado João Arruda, deputado do PMDB e sobrinho de Roberto Requião. “Ele é meu grande amigo”, disse.
GRANDES AMIGOS
A declaração não foi gratuita. Osmar e Arruda são mesmo grandes amigos. Mas também tem uma afinidade política que não deixa dúvida. De um assessor do deputado, ouviu-se depois: a ideia é trazer o PMDB para a campanha de Osmar em 2018.
Osmar e Arruda estariam interessados em compor uma chapa PDT-PMDB ao governo, encabeçada pelo pedetista e, muito provavelmente, secundada por Arruda.
O estariam é condicional. A confirmar.
Mas tudo pode não passar de exercícios futurológicos, pois Osmar, sabe-se, faz uma clara exigência para eventuais alianças: ficará sempre com a candidatura de Alvaro Dias à Presidência.
VAI PARA O TRONO DO SENADO
Mas como convencer o “tio” Requião, sempre disposto a concorrer ao Palácio Iguaçu, sem se importar com as pesquisas eleitorais ou com aqueles que o aprovam ou rejeitam. O que Osmar pretende oferecer a Requião é a chance de disputar novamente o Senado.
João Arruda é egresso do PCdoB, partido que cerra fileiras contra o presidente Michel Temer. O deputado experimentou um dissabor nos últimos dias ao votar “sim” ao arquivamento da denúncia contra Temer. O PMDB fechou questão sobre o tema e ameaçou os rebeldes. Ao microfone, durante a votação, ele emitiu palavra de única sílaba: “sim”. E não ficou para as fotos.
SEM MANCHAS
O que vem daqui por diante, não se sabe. O desafio é mesmo convencer Requião a disputar uma das cadeiras ao Senado – há duas à disposição.
Uma delas, até prova em contrário, deve ser ocupada por Beto Richa, o mais forte dos pré-candidatos declarados. A outra está em aberto.
Enredada em denúncias, a petista Gleisi Hoffmann deve disputar uma cadeira na Câmara Federal, juntamente com o desgastado Gustavo Fruet (PDT), a quem Osmar teria aconselhado o caminho do parlamento baixo.
Já Requião tem todas as condições para renovar o mandato. Não está implicado na Lava Jato e seus embates com o PMDB têm atraído a simpatia de setores à esquerda. Dentro e fora do partido.
À VITÓRIA
Osmar foi titubeante em outras campanhas. Não é mais. O que se consolida a pouco mais de um ano da eleição é uma chapa competitiva. Talvez forte, talvez disposta a vencer.
