
A polêmica indicação de Eduardo Bolsonaro ao posto de embaixador do Brasil nos EUA, anunciada com grande alarido pelo seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, trouxe à tona a discussão sobre os requisitos para se ocupar tão importante cargo.
No Senado, onde o “filho 03” deverá será sabatinado após a formalização da indicação, já tramita uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) apresentada pelo senador Alvaro Dias para que a função seja ocupada apenas por servidores integrantes da carreira diplomática. A proposta recebeu parecer favorável e aguarda para ser colocada em votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.
PELA PEC
O senador Flávio Arns está entre os que assinaram e defendem a aprovação da proposta. “Apoio que as embaixadas sejam ocupadas por diplomatas de carreira do Itamaraty que são tecnicamente qualificados e preparados para exercer a diplomacia brasileira no exterior. O Instituto Rio Branco é uma escola de excelência respeitada internacionalmente como academia diplomática e deve ser prestigiado quanto à escolha dos nossos embaixadores”, comentou o parlamentar.
EX-ALUNA EM SINGAPURA
Na semana passada, Arns comemorou a aprovação do nome da diplomata paranaense Eugenia Barthelmess para a embaixada do Brasil em Singapura.
Eugenia foi sua aluna na Universidade Federal do Paraná e possui um currículo extenso na diplomacia. É ministra de primeira classe da carreira de diplomata do Ministério das Relações Exteriores (MRE), onde ingressou em 1990.
No Brasil, foi diretora dos Departamentos dos Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos; da América do Sul; e da América do Sul Meridional. No exterior, trabalhou nas embaixadas em Quito, no Equador, e na Missão Permanente junto à União Europeia em Bruxelas, na Bélgica.
VOLTAR ATRÁS
Diante da dificuldade que vem enfrentando para conseguir os 41 votos necessários para aprovação de Eduardo, Bolsonaro admitiu nesta terça-feira (20) a possibilidade de rever a indicação: “Eu não quero submeter meu filho ao fracasso”.
