Sinpes e representantes da Universidade Positivo participaram de uma audiência no Ministério Público do Trabalho para discutir as centenas de demissões promovidas no mês de julho
Foto: Brunno Covello / Gazeta do Povo / Arquivo
Com informações do Sinpes
Na tarde desta quinta-feira (23), o Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana (Sinpes e representantes da Universidade Positivo (UP) participaram de uma audiência no Ministério Público do Trabalho para discutir as centenas de demissões promovidas no mês de julho de 2020.
No encontro, por meio de seus representantes, a Cruzeiro do Sul Educacional não reconheceu que tenha realizado o que se pode definir tecnicamente como despedida coletiva, mas admitiu que houve muitas demissões, endossando o discurso de seu patriarca Hermes Ferreira Figueiredo, que em carta endereçada a todos os professores, já havia reconhecido um grande número de demissões.
CRUZEIRO DO SUL NEGA DEMISSÕES COLETIVAS
Embora os representantes da Cruzeiro do Sul ressalvem nada deverem, mesmo que caracterizada a despedida coletiva, em face do que estabelece a contrarreforma trabalhista, e façam questão de afirmar que é impossível a reintegração de parte dos demitidos, admitem a possibilidade de negociarem uma indenização compensatória para minimizar os efeitos da ruptura contratual em plena pandemia.
ASSEMBLEIA VIRTUAL
O Sinpes realizará uma Assembleia Virtual com professores e professoras da Positivo (tanto com os que foram demitidos quanto com os que ainda trabalham na UP) na quarta-feira (29/07) para preparar uma pauta de reivindicações que abranja não só uma indenização compensatória condigna, mas também condições mínimas de trabalho para os que continuam prestando serviços.
NOVA REUNIÃO
As partes deverão negociar diretamente durante o mês de agosto. Ficou agendada para o dia 01/09/2020 reunião com o MPT para fechamento ou não de acordo entre as partes.