
Para que não pairem dúvidas, enquanto o livro “Encontros do Araguaia – construtores do Paraná no século 20” (título provisório) não está pronto: o jornalista Luiz Geraldo Mazza, 86, em amplo depoimento de quatro horas para a obra, garantiu que foi a jornalista Rosy de Sá Cardoso, 91, quem pôr primeiro pesquisou a presença de Villa Lobos no Paraná.
Mazza, numa preciosa deambulação em torno de sua infância e mocidade em Paranaguá, recordou que o maestro das ‘bachianas’ viveu certo tempo em Paranaguá. Foi acolhido pelo tio-avô de Mazza, o forte empresário Alberto Veiga, em sua empresa.
O que pouca gente sabe é que o músico veio para o Paraná fugido da polícia carioca: foi por ela acusado de perturbar o sossego público, ao promover cantorias e festas, sem atentar para o alvoroço que elas provocavam.
CAIXEIRO VIAJANTE
Embora tendo conduzido concerto na cidade, a vida do maestro em Paranaguá foi a de um simples caixeiro viajante da firma de Alberto Veiga.
Rosy de Sá Cardoso tem uma biografia pontilhada de muitas e importantes reportagens, frutos quase sempre de pesquisas. Não trabalha com a “achologia” em situações em que é precioso matar a cobra e mostrar o pau. O faro jornalístico de Rosy apenas aguça seu espírito de pesquisadora histórica.
INSTITUTO HISTÓRICO
A pesquisa sobre Villa Lobos, depois de documentada em boletim do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, serviu de referência para estudos e reportagens sobre o maestro. A jornalista passou dias no Rio de Janeiro, em muitas horas de trabalho/pesquisas, no Museu Villa Lobos.
