PMES DENUNCIADOS
Em Santa Isabel do Ivaí, o MPPR denunciou por homicídio triplamente qualificado três policiais militares da Rotam suspeitos da execução de um adolescente. Veja texto completo no site: www.mppr.mp.br
CRESCEM OS NÃO RECOMENDADOS
Em 2020, o ano em que o mundo sofreu uma revolução em todos os seus paradigmas por conta da pandemia de Covid-19, medicamentos como a hidroxicloroquina (antimalárico), a ivermectina (vermífugo) e a nitazoxanida (antiparasitário) tiveram altas expressivas nas vendas. O motivo é a crença de que esses medicamentos sejam fórmulas milagrosas que previnam ou curem a doença que praticamente parou o planeta.
NÃO RECOMENDADOS (II)
Embora não haja evidências científicas de que essa seja uma verdade, levantamento feito pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) mostra que as vendas da hidroxicloroquina, por exemplo, mais que dobraram, passando de 963 mil em 2019 para 2 milhões de unidades em 2020. O aumento foi ainda maior no caso da Ivermectina, atingindo 557,26%. No Paraná, o aumento foi de 829% para a Ivermectina e de 173% para a Hidroxicloroquina.

BARROS INCONTIDO
O líder do Governo, Ricardo Barros (PP-PR) não é de matar com a unha, tem enorme capacidade de se impor e de se compor politicamente. O que não se pode, em hipótese nenhuma, é prever o comportamento que Barros adotará hoje ou amanhã. Por exemplo, ao desancar a ANVISA, pedindo que o órgão se apresse em solucionar a questão da liberação do uso no Brasil de certas vacinas contra o COVID, pode até estar certo em vários aspectos.
Nisso, refletiu o interesse de um país que, por incúria do Governo (ministros da Saúde) ficou refém da pandemia, vendo, ao mesmo tempo, países vizinhos serem vacinados. Mas, politicamente, RB fez-se de morto com relação à inércia do Ministério da Saúde no trato da questão e do morticínio de Covid em Manaus, além da ausência de planejamento para compra de vacinas…
BARROS INCONTIDO (II)
Ao desancar a ANVISA, esqueceu, in limine, que a agência tem de fazer seu trabalho científico. Mas é estranho, diga-se, que a agência subitamente se movimentou para liberar o uso emergencial diante de decisão dos deputados e senadores de encurtar caminhos do trabalho.
Esse ponto fraco exposto pela agência foi aproveitado pelo discurso de Barros que, por fim, no entanto, não teve o placet do presidente Bolsonaro. O presidente passou um pito discreto ao líder do Governo. Saiu em defesa do almirante presidente da ANVISA, seu amigo e homem de ciência.
BARROS INCONTIDO (III)
“Ricardo Barros está falando demais”, cravou à coluna uma fonte do MPPR, observador lúcido que lembrou, a propósito: “Embora menos loquaz do que Ricardo, o secretário Renato Feder, que “quase foi ministro da Educação” foi podado, dizem, pelo deputado-filho, Carlos Bolsonaro”.

Na verdade, o caso de Renato Feder é um dos muitos exemplos de que o clã não aceita sombras. E Barros, uma inteligência politica privilegiada, com um portfólio de resistência de apoio a muitos governos, pode até ter plantado erva daninha, na semana passada. Foi quando sacou em altas vozes sua opinião: a Lava Jato, disse, prejudicou as vida de Lula e Temer, com suas investigações ilegais e injustas (em outras palavras).
BARROS INCONTIDO (IV)
Curioso é que se observou o seguinte: logo depois dos elogios de Barros e Lula e Temer, contra Moro e companhia, certos veículos voltaram a falar de ações da justiça contra o líder do Governo em investigações do começo da década passada. A isso se acrescentaram lembranças à compra milionária de medicamentos chineses, feitas quando Barros era ministro da Saúde. Compra paga, mas vetada pela ANVISA… Seria esse o momento do “troco” de Barros `a agência?
PREÇO DA DESEMBARGADORA
A desembargadora do TJ do Amazonas, Encarnação Salgado, não era baixo. Ela cobrava R$ 200 mil para libertar criminosos, traficantes de droga, preferencialmente filiados a FDN, a Família do Norte. Foi flagrada, com seus cúmplices no judiciário, em 2016. Está afastada, claro, do trabalho, mas ganhando seus vencimentos direitinhos. O assunto entrou na pauta do STJ, onde a encarnação da verdade terá de prevalecer.

