sexta-feira, 8 maio, 2026
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REQUIÃO SOLTA OS CACHORROS

Romero Jucá: cachorrada inquieta; Roberto Requião: língua solta, sempre
Romero Jucá: cachorrada inquieta; Roberto Requião: língua solta, sempre

O senador Roberto Requião (PMDB) é um pioneiro no uso do Twitter. Bem antes de Donald Trump usar a rede social para acertar as contas com a imprensa, os políticos e “eles”, os inimigos, Requião já agia da mesma forma contra os mesmos alvos.

Não admira, portanto que divulgue, agora, vídeo com ataque direto ao presidente do PMDB, Romero Jucá, que estaria “assanhando a cachorrada” para expulsá-lo do partido.

PROVOCAÇÃO

“Estava aqui fazendo uma gravação caseira e, quando disse que o Romero Jucá, segundo (a coluna Radar de) Veja, queria me expulsar do partido, a cachorrada ficou desesperada e eu tive que interromper a gravação”, afirmou.

Em seguida, emendou uma provocação: “Romero Jucá, se eu solto os meus cachorros atrás de você, será bem mais sério que uma busca da Polícia Federal ou da Lava Jato.”

MUITOS VIRA-LATAS

A reação de Jucá foi imediata. Também em vídeo, o senador disse que Requião “está andando em companhia de muitos vira-latas. Deve ser igual e eles”. Criticou o colega peemedebista pelas colocações “lamentáveis e atrasadas” e por ter se tornado um “assecla” da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT.

REQUIÃO NO PT? JAMAIS

Se o embate entre os dois senadores provocar a saída do senador paranaense do PMDB, será a primeira vez que isso ocorre. Ele nunca mudou de legenda. É filiado ao partido desde que ele atendia por Movimento Democrático Brasileiro, o velho MDB de guerra. Para onde vai Requião?

Certamente não para o PT, ainda que seu discurso afine-se com as posições do partido no Congresso. O estilo “algo venezuelano” de Requião jamais permitiria que suas posições políticas fossem submetidas a um “coletivo” ou a uma “questão fechada” pelo partido. Jamais. Não, Requião.

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