terça-feira, 5 maio, 2026
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REQUIÃO RECLAMA DA CONDIÇÃO DE “ESTRANHO NO NINHO”

Requião, Barbalho, Jucá, Sarney: amizades duradoras
Requião, Barbalho, Jucá, Sarney: amizades duradoras

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) anda a rumorejar nos corredores do Congresso. E tem motivo: com tantos anos de janela (o que significa experiência vasta) ele foi excluído de todas as cadeiras de titular das Comissões Permanentes da Casa. É um suplente, ora, ora. “Um estranho no ninho”.

“Parece que para ser designado pelo meu partido a uma comissão, tem que ser denunciado pela Odebrecht”, ironiza Requião naquele estilo de botas pesadas.

LAVA JATO NÃO

De fato. Requião comeu sementes de mamonas em público, caiu no conto de um site que garantia que a Amazônia já não existia no mapa do Brasil, ensaiou a venezuelinização do Paraná, criou a Escola de Governo em que dava pito em secretário ao vivo e em cores, mas na Lava Jato não foi citado. E até partiu para agressão contra uma jornalista que o entrevistava no Norte do Paraná, quebrando seu microfone, se lembram?

BANDEIRINHA

O outro é o senador Álvaro Dias (PV), autor de um projeto que, se aprovado, enterrará de vez, essa aberração chamada foro privilegiado.

Deveria ser motivo de orgulho dos paranaenses. Orgulho de estender bandeirinha na janela do apartamento. Dois dos nossos três senadores não estão implicados no maior escândalo nacional de todos os tempos.

OPOSITOR

Requião reclama porque, quando o PMDB, decidiu pender para o lado do novo governo, o que é uma prática comum ao partido, ele não foi. Pelo contrário, foi um aguerrido defensor de Dilma Rousseff e um feroz opositor do impeachment.

DEVOLVIDO

Se apitou como o PMDB apita, foi na condição de relator da emenda que previa julgar juízes e promotores por abuso de autoridade. A emenda não vingou e ele foi devolvido ao ostracismo.

Mas as contradições de Requião são muitas: é silencioso diante de desmandos de amigos seus, como Sarney, Jucá, Renan, Barbalho. Nunca se ouviu condená-los, sempre os apoiou…

TRÊS MANDATOS

Agora, julgam-no um desmancha-rodinha, como o foi Eduardo Suplicy no tempo em que circulava no plenário com o indefectível livrinho do “Renda Mínima” sob o braço. Requião gosta de cantar loas de que será candidato ao governo do Paraná novamente, algo que já fez cinco vezes, vencendo três.

DINO

Nos bastidores, no entanto, ele tem dito que o cenário no Paraná tornou-se muito complicado para alguém identificado com o bolivarianismo e o petismo. E Requião não irá mudar seu discurso a essa altura do campeonato. Ainda que o chamem de dinossauro da política. O que, de fato, ele é.

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