terça-feira, 16 junho, 2026
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Requião Filho propõe municipalização do Guaíra

… e ouve de Greca: “Quem sai aos seus não degenera”

Professor Ademar (Pros), Rafael Greca (PMN), Ney Leprevost (PSD), Gustavo Fruet (PDT), Xênia Mello (PSOL), Tadeu Veneri (PT), Afonso Rangel (PRP), Requião Filho (PMDB) e Maria Victória (PP) no debate da BAND.
Professor Ademar (Pros), Rafael Greca (PMN), Ney Leprevost (PSD), Gustavo Fruet (PDT), Xênia Mello (PSOL), Tadeu Veneri (PT), Afonso Rangel (PRP), Requião Filho (PMDB) e Maria Victória (PP) no debate da BAND.

Como já é tradição, a TV Bandeirantes realizou o primeiro debate entre os candidatos à prefeitura de Curitiba, na noite de segunda-feira (22). A iniciativa da emissora de convidar os nove candidatos merece destaque: em tempos de disputas para que figuras como Luiza Erundina sejam convidadas aos debates (no caso, em SP), todo incentivo ao pluralismo de opiniões e candidaturas deve ser enaltecido.

O debate teve quase três horas de duração, dividido em quatro blocos, onde os pleiteantes ao cargo de mandatário de Curitiba puderam inquirir-se livremente sobre temas variados. Como de costume, áreas como educação, segurança pública, integração do transporte coletivo e saúde foram as mais lembradas.

2 – CIDA, REQUIÃO E RATINHO JUNIOR

As comitivas dos candidatos começaram a chegar a partir das 20h na TV Band. A vice-governadora Cida Borghetti acompanhou a filha Maria Victoria, cumprimentando e desejando sorte a Rafael Greca de Macedo (um dos primeiros a chegar), com quem posou para fotos. Requião Filho também trouxe o reforço paterno (o senador Roberto Requião), assim como Ney Leprevost, que veio no mesmo carro do aliado Ratinho Junior.

Os vices também marcaram presença na noite: Gustavo Fruet, acompanhado de Paulo Salamuni, e Requião Filho com o vereador Jorge Bernardi, seu colega de chapa.

Penúltima a chegar, a candidata do PSOL, Xênia Mello, destacou o apoio que recebeu “da família, dos amigos e de seus orixás” na preparação para o debate, destacando o fato de ser umbandista e uma das únicas a utilizar os serviços públicos municipais: creche para o filho, transporte coletivo e etc.

3 – MUNICIPALIZAR O GUAÍRA

Em um dos vários momentos de “fogo amigo” do debate, Requião Filho perguntou a Greca de Macedo sobre suas propostas para a cultura na cidade. Em sua réplica, propôs a municipalização do Teatro Guaíra, que diz estar abandonado pelo governo estadual.

A velha aliança peemedebista deu mostras novamente quando Greca treplicou: “Esse não nega ser filho da Maristela, quem sai aos seus não degenera”. Assistindo no estúdio, Requião sorriu ao ouvir a frase do ex-aliado.

Greca de Macedo, aliás, continua afiado nas citações. Em outro momento do debate, ao ouvir uma frase do sumo pontífice sobre a dignidade dos moradores de rua, soltou sem pestanejar: “A minha Margarita antecedeu o Papa Francisco nesse trabalho”.

4 – LAVA JATO E 29 DE ABRIL

Temas espinhosos, a Operação Lava Jato e o episódio do 29 de Abril de 2015 não foram esquecidos pelos candidatos à prefeitura.

O primeiro gerou um “pedido coletivo” de direito de resposta, atendido para que os oito debatedores se defendessem da acusação de Xênia Mello de que “era a única cujo partido não estava envolvido na Lava Jato”. As réplicas todas defenderam tanto a operação, quanto o trabalho do juiz Sérgio Moro. Afonso Rangel disse até “usar um adesivo no carro”.

Já o 29 de abril gerou as maiores estocadas ao governador e, consequentemente, ao seu candidato apoiado, Greca de Macedo – fato constantemente destacado por Gustavo Fruet. Tadeu Veneri, Ney Leprevost e Requião Filho não pouparam críticas ao episódio e aos “deputados do camburão”, defendendo os professores no conflito. Maria Victoria não se manifestou sobre o tema.

Em geral, porém, o debate foi morno. As críticas à administração de Fruet foram mais indiretas, entre os candidatos, do que direcionadas ao prefeito.

Já Greca de Macedo, pela chapa montada e o fato de ser ex-prefeito, também recebeu boa parte dos petardos – em especial uma discussão com Leprevost sobre a atuação do pai deste na Copel. Greca justificou que “não tem compromisso com o erro alheio”, sobre os eventuais equívocos das administrações de Ducci e Richa.

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