sábado, 8 agosto, 2026
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Renato incomoda, Francischini investiga, Dalton prevê saúde pós covid

Vereador Renato Freitas: andar da carruagem. (Foto: Carlos Costa/CMC)

Jovem vereador está na mira de alguns colegas; Francischini reaviva o competente investigador; Cláudia atenda deprimidos pela pandemia.

 

O bem informado Fernando Tupan está revelando em seu blog, hoje, que a Câmara Municipal aceitou instalar sindicância contra o jovem vereador Renato Freitas (PT), a quem colegas das Câmara acusam de criar indisposição com seus pares, desrespeito no trato pessoal, falta de civilidade…Não conheço o Renato. Apenas observo suas manifestações no plenário da Câmara, embora nem sempre concordando com suas posições.

RENATO INCOMODA (2)

Tenho de reconhecer, no entanto, que esse incômodo moço está cutucando parte da Casa. Espero que seja para o bem. Parlamento é isso, trabalhar e viver o contraditório, exercer vigilância segura e contínua sobre ações dos administradores públicos. Mas, como diriam os romanos, “modus in rebus”. Há que ter uma medida certa para as coisas. O colega não é inimigo, mesmo que partidário da outra ponta ideológica do Renato.

RENATO INCOMODA (3)

Quanto à possibilidade de o moço estar embriagado pelo “poder do cargo”, é cedo para dar um veredicto. Até porque acredito que esse jovem, sendo afrodescendente (portanto, socialmente escanteado no país) na cidade em que Greca tanto exalta por suas raízes européias, tem o direito de errar. Pode errar em meio a dezenas de colegas vereadores bem o traquejados e muitos já acomodados pelo andar da carruagem. Se me pedisse sugestão, eu diria ao Renato: vá pelo meio. A virtude reside no meio, assim as coisas irão melhor.


Fernando Francischini: cerquem os CPFs

SHERLLOCK FRANCISCHINI

Aprecio a intensidade com que o deputado Fernando Francischini se manifesta e trabalha na Alep. Assim cumpre o papel para o qual foi eleito. Um bom exemplo é o que agora propôs `à Assembleia Legislativa – a instalação de uma comissão especial para investigar a inconcebível burla à fila de vacinação contra a Covid. Numa clara dissertação, própria de quem trabalhou o assunto com aguçado olhar investigativo, Francischini revelou o que temíamos: há gente de todos os calibres recebendo a preciosa vacina, furando a fila de prioritários, aquela que envolve idosos e cidadãos que têm comorbidades, pessoal da saúde…

SHERLLOCK FRANCISCHINI (2)

Não passa desapercebido que o parlamentar fala lastreado na sua sabida experiência de delegado da Polícia Federal. Quer dizer: Francischini sabe que até mortos estão sendo vacinados no Paraná. Essa é situação que, acredita, deve estar ocorrendo também no país todo. Em casos como esse crime dos fura-filas, cerquem-se os CPFs, como os sherllocks do passado pregavam o “cherchez la femme” – cerquem a mulher, em casos que cheirassem a passionais.


Gilmar Piolla

PIOLLA NO TEMPO DE MUDA

Gilmar Piolla, que deixou suas marcas de eficiente operador na área do turismo, na Prefeitura de Foz do Iguaçu, jornalista de carreira da Itaipu, voltou a servir à binacional. Línguas afiadas garantem que ele estaria no Parque Tecnológico “cumprindo período de muda”. Ou na geladeira, como queiram.


SALVOS DO INCÊNDIO

Curioso o noticiário que um dos bons hospitais de Curitiba tem liberado nos últimos dias para imprensa, noticiando que meia centena de seus pacientes foram naquele endereço curados da Covid. Parece pregação de “salvos do incêndio”.


Dalton Borba, vereador

SALDOS DA PANDEMIA

Dalton Borba (PDT) não brinca em serviço. Conseguiu que a Câmara de Curitiba aprovasse protocolo para tratamento da saúde mental dos profissionais da saúde de Curitiba pós pandemia. E eles são, pelo menos, 30 mil na Capital, entre médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem. O legislador, que é professor de Direito, sabe prever para prover o futuro. O tema foi discutido no seminário “A Saúde Pede Ajuda” que a Câmara promoveu, a pedido de Dalton. Foi reunião de nomes que entendem do assunto, porque o vivem com intensidade nesses dias em que a Covid apressa-se em colher mais vidas. E vai deixando um rastro de dores no pessoal da chamada linha de frente dos hospitais.

Cláudia Paola Carrasco Aguir, diretora do Simpar

SALDOS DA PANDEMIA (2)

Quem tiver interesse em aprofundar o conhecimento da matéria, deve procurar os depoimentos que a Câmara Municipal tem do seminário. De todos os depoimentos – por exemplo, presidentes do CRM-PR e Conselho Regional de Enfermagem, dentre outros – me chama a atenção a manifestação da psiquiatra Cláudia Paola Carrasco Aguiar. Ela é diretora do Sindicato dos Médicos do Paraná (SIMPAR), uma batalhadora sindical pelos direitos dos profissionais da medicina, e cuja ação nem sempre é bem compreendida pelo entorno médico. O que não nos surpreende.

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Cláudia apresentou o testemunhal mais forte do encontro: ela garantiu que a Covid está deixando um saldo de homens e mulheres deprimidos, desalentados, afetados duramente pelo constante e poucas vezes vitorioso trabalho contra a doença. Ela sabe do que fala: entre seus clientes há muita gente da chamada linha de frente dos hospitais, homens e mulheres irreversivelmente marcados no corpo e no espírito por essa “vingadora” atmosfera de morte.

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