
THE, o mais acatado ranking mundial avaliador da qualidade de universidades do mundo todo, colocou este ano a UNICAMP, de Campinas, mantida pelo governo de São Paulo, em primeiro lugar entre as universidades latino-americanas. Tomou o lugar que anteriormente pertencia à USP, que agora ficou em segundo lugar.
Para os que acompanham o andar da vida universitária paranaense, ganha importância a posição ocupada no THE pela Pontifícia Universidade Católica do Chile: terceiro lugar. Ocorre que essa universidade chilena vem sendo tomada como modelo para os ambiciosos projetos que a PUCPR está desenvolvendo. O projeto, iniciativa do professor Waldemiro Gremski, reitor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, prevê seguir o modelo de sua congênere chilena: acentuar o processo de internacionalização da universidade, e sua ampla inserção no universo da pesquisa e empreendedorismo. Um dos alvos da PUCPR, com seus parques tecnológicos, é ampliar a oferta de serviços à comunidade empresarial brasileira.
Observe-se: entre as 10 melhores universidades brasileiras, segundo THE, apenas uma particular aparece: a PUC-RJ, em nono lugar.
NOTICIÁRIO
“A Universidade Estadual de Campinas superou a Universidade de São Paulo e ficou no topo do ranking de melhores universidades da América Latina, elaborado pela “Times Higher Education” (THE). O Brasil continua dominando a lista, com 32 das 81 instituições listadas, mas 20 delas perderam posições em relação ao ano passado. Em crise, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, listada na 20ª posição em 2016, caiu para a 24ª neste ano. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que estava em 5º no ano passado, caiu para 8º.
DEZ PRIMEIRAS
Nas dez primeiras posições estão cinco instituições brasileiras. Além de Unicamp e USP, completam a lista a Universidade Federal de São Paulo, em 7º; a Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 8º; e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Mas entre as 50 melhores estão apenas 18 brasileiras, contra 23 no ano passado. “A crise política e financeira que o país atravessa pode ser uma explicação para a queda no ranking das universidades brasileiras.” (de OGLOBO de 21-7)
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BAIXOS SALÁRIOS
Em investimentos, a tendência é que a posição do país comece a ser ameaçada pelos vizinhos. A THE ressalta que na região da América Latina como um todo, baixos salários, falta de financiamento e a burocracia excessiva fazem com que pesquisadores de alto nível migrem para centros de estudo em outras regiões. Mas três países se destacam, e podem se tornar estrelas da educação superior: Chile, Colômbia e Argentina.
CHILENOS
Os chilenos tinham 11 universidades entre as 50 melhores no ranking do ano passado, e nesta edição têm 15, incluindo a Pontifícia Universidade Católica do Chile, em 3º; e a Universidade do Chile, em 4º. A Colômbia tem sete novas universidades no ranking, chegando a um total de 11, incluindo a Universidade dos Andes, na 5ª posição. A Argentina ingressou no ranking este ano, com duas instituições.
CRESCIMENTO
Entretanto, Carolina Guzmán Valenzuela, do Centro de Pesquisas Avançadas em Educação da Universidade do Chile, acredita que o Brasil continue liderando a educação superior na região, por ter maiores níveis de investimento em pesquisa e desenvolvimento. Segundo a especialista, os governos devem fornecer maiores investimentos em projetos de pesquisa de alta qualidade, promover a colaboração entre centros de pesquisa dentro da região e desenvolver mecanismos de transferência de conhecimento para as comunidades.
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