
Em uma jornada por oito regiões do estado, selecionadas especialmente para a ocasião, o programa “Paraná Produtivo” tem um “ pé na canoa pedagógica e outro na gestão pública colaborativa”. Esta é do corpo técnico da SEPLAN do Paraná. Basicamente, são realizadas oficinas que treinam os contribuintes a utilizar dados de realidade, e os prepara para sugerir focos de investimentos do governo para os próximos anos. A base da ideia é o desenvolvimento regional. Sem a selvageria que haveria de se estabelecer em uma iniciativa dessa categoria, com grupos mais ou menos poderosos exercendo influência em desnível, todos os participantes têm acesso igual às informações da inteligência.
CABEÇAS DE GADO
A partir de um programa desenvolvido pela Microsoft, a Secretaria de Estado do Planejamento coloca para rodar um sistema de “inteligência de negócios”. É possível saber, por exemplo, quantas cabeças de gado há em uma cidade específica. Dados de diversas fontes são integrados. O secretário da pasta, Valdemar Bernardo Jorge, considera que “o governador me desafiou a, junto com ele, fazer um Paraná melhor. A devolver para o estado o que recebemos, na forma de trabalho. O Paraná Produtivo tem a ver com isso, com trabalhar pelo que é importante para todos, para o conjunto”.
SIMPLIFICAÇÃO
Embora o site do programa seja relativamente fácil de usar, ele encontra usuários-contribuintes com repertório digital em formação. Utilizar a expressão “business intelligence” a tal público pode ser uma medida antitética. Primeiro, pode parecer uma grande cresça na capacidade de reagir intelectualmente, por outro lado, significa manter uma distância enorme entre o que se diz e o que se consegue de ação prática. Nem todos os paranaenses falam inglês.
Para vice-presidente de uma empresa de tecnologia de alcance nacional, Dudson Seraine, “uma das principais contribuições da tecnologia para uma comunidade ou mercado é o seu poder de simplificação, tornando a inovação acessível e relevante para todos”.
Fora da realidade
A nova linha de celulares e computadores da Apple levanta a questão da abissal diferença de acesso à tecnologia que existe entre pobres e ricos. Em um mundo cada vez mais vivenciado pelas telas, a visibilidade dos indivíduos passa pela qualidade dos equipamentos que possuem. Na configuração máxima de fábrica, um laptop da marca pode chega a R$ 78 mil. Esse tipo é indicado a profissionais de mídia, que de qualquer modo representam uma grande população de jornalistas e publicitários que trabalham por conta própria. A excelente qualidade dos produtos da linha é praticamente uma unanimidade entre usuários.
