sábado, 13 junho, 2026
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Prefeito está começando a preparar novo roteiro de viagens

Móveis que estiveram no foco das acusações contra o prefeito, em 2016.

Agora, viagens sob cuidados especiais, para evitar barbaridades como a dos R$ 28,00 por uma garrafa de água mineral, parte de uma farra de gastança fora de Curitiba denunciada pelo vereador professor Euler em 2019. De uma vez, gastou em jantares o equivalente a 800 refeições em restaurantes populares.

 

Dona Matilde da Luz tem uma missão: entender porque o prefeito Rafael Valdomiro Greca pediu R$ 16 mil para gastar com diárias e compras de passagens. O decreto nº 1186 libera o dinheiro sob a justificativa de promoção das atividades dos gabinetes do prefeito e do vice-prefeito. São R$ 9 mil para diárias e R$ 7 mil em gastos de passagens.

Dona Matilde não sabe ainda quem vai viajar, pois não foi possível encontrar um pedido de compra de passagem no sistema da Central da Viagem. Se for para o prefeito, Dona Matilde se preocupa porque o alcaide é uma pessoa de risco. Obeso, descuidado, glutão, Greca volta e meia tem crise hiperglicêmica que o levam ao hospital.

Uma garrafa de água Mineral Perrier a R$ 28,00

POR ISTO, A PREOCUPAÇÃO

Outro ponto que chama a curiosidade de Dona Matilde é sobre quem controla os gastos do gabinete do prefeito. No caso de viagem, desde o caso do esbanjamento com diárias, denunciadas em 2019 pelo vereador Professor Euler, o sistema de prestação de diárias mudou e ficou mais complicado de se controlar. Em 2019, Greca gastou uma grande quantia em jantar, regado com água mineral com gás Perrier a R$ 28,00 a garrafa; e também com carnes de primeira. Na época, um jantar de Greca e seus asseclas custou o equivalente a 2 dias de refeições para 800 pessoas nos restaurantes populares de Curitiba…

Professor Euler: denúncias de 2019

DESCONTROLE GERAL

Além da falta de controle com os gastos com diárias, não existe uma fiscalização fina nos gastos feitos por pronto-pagamento do gabinete do prefeito. O pouco que se sabe é que já fora mais de R$ 300 mil feitos em três anos, cuja lista tem moldura de quadros, reforma de móveis e outros gastos. Não sabe a que servem estes gastos. E preocupa um pouco os vereadores da oposição que querem entender se as obras de artes ficam na prefeitura ou não.

Para onde vão? Greca a já foi acusado de desviar obras de artes, processo aberto na época do ex-prefeito Gustavo Fruet e arquivado por Greca, quando assumiu o mandato em 2017, quando ele passou a ter controle da máquina prefeitura. Para não parecer que os gastos do gabinete são altos, alguns dos custos são feitos pela Secretaria Municipal de Governo, que absorve valores para blindar o prefeito. Isso se chama engenharia administrativa, para encobrir ilegalidades. Ou imoralidades?

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