Das três novas nomeações agora feitas por Greca de Macedo, apenas o inspetor Felipus não pertence ao grupo de fraudadores de 1997

O alcaide Rafael Valdomiro Greca de Macedo não se emenda: com a morte do subsecretário de Defesa Social e Trânsito, Odgar Nunes, a dança das cadeiras voltou a funcionar, com falhas gritantes do ponto de vista ético e legal (já que improbidade, como decidiu o STF, nunca prescreve).
Isto ocorre porque dos três inspetores que assumem posições estratégicas nesta fase claudicante da gestão do alcaide Greca de Macedo, mais dois estão envolvidos com falsificação de horas extras (e tendo recebido por elas) ocorrida a partir de 1997 na GM. Um deles, o novo superintendente de Defesa Social, Wagnelson de Oliveira, assumiu o cargo, em lugar de Odgar.
O “barra limpa” do grupo de nomeados de agora é o superintende José Carlos Felipus Costa, que assume o lugar que era de Wagnelson, a Diretoria de Fiscalização da Setran. Para o lugar de Felipus, na Academia da Guarda, vai Cleusa Pereira, outra “polpudamente” beneficiada pela fraude de horas extras. Ela é daqueles que pagaram um pequeno “ressarcimento ao erário”, obedecendo determinação da Procuradoria do Município da época, que assim reconheceu o furto de dinheiro público praticados por dezenas de GMs.
A inspetora Cleusa Pereira passa a ser diretora de Ensino e Formação da Guarda Municipal.

GRUPO DOS ELSON
Dona Matilde da Luz ouviu na semana, pelos corredores e no gabinete do alcaide e nas “cercanias” da Secretaria de Governo, que as nomeações seriam, sobretudo, “cumprimento da vontade da Aranha Marron”. Essa senhora tem vários afiliados na GM, a começar por gente da Ouvidoria, assegura Matilde.
Com a ascensão de Wagnelson consolida-se o chamado “Grupo dos Élson” na GM, que tem vários membros com o final ELSO ou ELSON. Esse grupo ficou conhecido pela truculência, tendo na primeira gestão de Greca – segundo dona Matilde ouviu de fonte do Gabinete – praticado “enorme arbitrariedade em Pontal do Sul”.
PARA AGRADAR CANET
Para quem fica admirado com a presença da GMC em Pontal do Sul, explica outra fonte do Gabinete: “Acontece que o prefeito de então, Greca, quis fazer cortesia ao ex-governador Jaime Canet Junior, de seu círculo de admirações políticas”.
Por isso, sem o mínimo pudor ou preocupação por estar cometendo uma ilegalidade, teria promovido, com guardas municipais, a expulsão de invasores em terras de Canet Junior.

COM O AMIGO CELSO
Wagnelson fica em posição de comando, ao lado de seu amigo e companheiro Carlos Celso (diretor da GM) no recebimento de horas extras fraudadas (pelas quais pagaram um pequeno “ressarcimento” ao erário e só). No lugar de Felipus, assume a direção da Academia da GM a superintendente Cleusa, outra notável envolvida na fraude das horas extras.
Explicando Wagnelson: ele é integrante da segunda turma da Guarda Municipal de Curitiba, 52 anos, tendo ingressado na corporação em 1988. Tornou-se supervisor da GM e inspetor no ano de 2004. É ligadíssimo a outro notável da turma das horas extras fraudadas, o atual diretor da GM, Carlos Celso, o que apenas confirma o gosto do alcaide Greca por cercar-se de pessoas em situação funcional nebulosa.
CARGOS OCUPADOS
Wagnelson é formado em Administração e pós-graduado em Gestão Pública, chefiou núcleos regionais da GM, foi coordenador da Defesa Civil Municipal e do Centro de Operações da GM, além de diretor do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGI-M), da Escola Pública de Trânsito (EPTran) e de Fiscalização da Superintendência de Trânsito (Setran), cargo que estava ocupando desde outubro de 2018.
