terça-feira, 4 agosto, 2026
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POUCAS E BOAS

Luiz Carlos Martins. Foto Orlando Kissner/ALEP

MULHER NO TCE-PR  

Oscar Alves, que foi o primeiro reitor da Universidade de Londrina, das mais importantes do Brasil, manda cumprimentos ao deputado Luiz Carlos Martins, em apoio à bandeira levantada pelo parlamentar  pró escolha de uma mulher para a próxima vaga do Tribunal de Contas do Paraná.

Oscar Alves (Foto: Annelize Tozetto)

MULHER NO TCE-PR (II)

O também ex-secretário de Saúde do Paraná e ex-deputado federal constituinte, sabe  mesmo da coisas. Foi criado politicamente na então poderosa JDC, que abrigava nos anos 1960, a juventude da  democracia cristã liderada por Franco Montoro e Ney Braga. Nunca mais parou de fazer política e ampliou seus laços com o condutor do Paraná – Ney – ao casar com Sílvia, filha do líder paranaense.

MULHER NO TCE-PR (III) 

Oscar tem plena certeza de que o momento é da mulher, assim de como outras minorias esquecidas ao longo da história do país. Acredita que esse é “caminho natural”, o de a mulher ir assumindo posições que um histórico machismo foi colocando pra escanteio.  Essa nova configuração da vida brasileira, se bem conheço Oscar, tem, no entanto, de  vir (seria  opinião dele) sem lances de guerras  à esquerda e/ou à direita.

CURITIBA SEM VACINA 

A notícia está no Estadão desta sexta-feira, 12: Curitiba é uma das dez capitais brasileiras que dificilmente terão condições de continuar vacinando os da fila dos preferenciais (agora, idosos dos 80 anos). Isso significa que a semana que começa neste domingo, 14, pode interromper o forte sopro de esperança que vinha  alentando  a população.

Outra capital em que logo faltará vacina, e sem previsão de nova chegada,  é Florianópolis.

CURITIBA SEM VACINA (II) 

O prefeito Rafael Greca tem muitas culpas na política de combate ao coronavírus.  A História há de mostrar que, infelizmente, o alcaide também falhou nesse aspecto, dividindo o lamentável  espetáculo, como aquele da multidão aglomerada  no Parque Barigui.

Felizmente, o prefeito voltou  atrás:  agora a Prefeitura está anunciando vacinações para UBSs das regionais. Tal como esta Coluna preconizou desde o começo. Mas quando teremos vacinas?

CURITIBA SEM VACINA (IV)        

As culpas do prefeito não se estendem, no entanto, ao caos da falta de vacina. Ele até fala, há tempos, em comprar vacinas. Tem de levar em conta, acho, que tudo tem de, primeiro, passar pelo general Pazuello…

Fale-se bem ou mal de Doria (consumado politiqueiro  que se elegeu com o apoio de Bolsonaro, de quem hoje é desafeto), a verdade é que hoje o Brasil só tem uma vacina que conta: a Coronavac do Butantan. A chamada “ vacina do Doria”, que as pessoas estão recebendo. E não têm virado jacaré…

O resto é espuma… que mal dá para o cheiro.

René Dotti

SUCESSÃO DE DOTTI 

Parece não haver qualquer dúvida. A sucessão no comando do mais famoso escritório de advocacia do Paraná, o do Professor René Dotti, ficará com sua filha, Rogéria, uma doutora em Direito, grande orgulho do jurisconsulto. Ela há anos vinha assumindo funções de comando, que iam sendo gradativamente passadas pelo pai. Mas ele, claro, continuava  com a palavra final, o que era bem visível nas reuniões de  orientações que Dotti comandava com seu staff, na semana.

Rogéria Dotti e o pai, René Dotti

SUCESSÃO DE DOTTI (II)

Uma das muitas qualidades de Rogéria, as quais Dotti muitas vezes a mim proclamou, era a de ela ser “avessa à exposição em público”. Só em caso de muita necessidade.

Por isso mesmo, garantiu Dotti, “acho que ela não aceitará seu convite muito oportuno, de ela ser personagem do seu livro Vozes do Paraná”, disse-me o causídico   em 2020.

Diante disso, não fiz o convite.

Antonio Felipe Wouk

SUCESSÃO DE DOTTI (III)        

A outra filha de René Ariel Dotti, de quem também tinha muito orgulho, é Cláudia, formada em Veterinária. “Cláudia foi ótima aluna”, garante-me o professor PhD em Veterinária,  Antonio Felipe Wouk, que foi professor dela na UFPR.

Felipe Wouk, uma das raridades em conhecimentos médico-veterinários do país, com forte presença em organismos latino-americanos de formação em Medicina Veterinária, registra ainda:

– Quem bom que o René Dotti se referiu aos meus pais, conforme seu belo texto sobre ele.  A Maria das Dores e Miguel Wouk devem estar agradecendo por tanto reconhecimento.

Irineu Costa Rodrigues

IRINEU DA LAR  

Irineu da Costa RFodrigues, o presidente da Cooperativa Lar, um dos milagres do muito fértil cooperativismo agrícola brasileiro, foi recebido com todas as honras que merece, no Palácio Iguaçu, na semana.

Foi anunciar ao governador Ratinho Junior investimentos duas vezes bilionários que sua cooperativa, de Medianeira, fará em diversas frentes no Paraná. Tem apoio integral do Governo estadual.

IRINEU DA LAR (II)  

Gaúcho de Pelotas, Irineu ,  formado em agronomia, foi personagem de meu livro Vozes do Paraná, Retratos de Paranaense, volume 2.

Na ocasião da entrevista com ele, em Medianeira, registrei, impressionado, a informação que meu passou: boa parte do frango usado pelo MacDonald na Europa tinha origem na Lar.

IRINEU DA LAR (III)         

A história da Lar é da epopéia não surpreendente para aqueles dias,  começo dos 1960, quando o padre gaúcho José Backes fundou a Cooperativa de Missal, origem da Lar, a maior cooperativa agropecuária do mundo.

O padre, um visionário, viajou  de caminhão com os primeiros colonos por 7 dias, partindo  da região de Santo Ângelo, RS, cujas terras (trabalhadas por colonos alemães) estavam tomadas  pelas saúva… Não mais serviam para a lavoura.

Quase todos lá falavam alemão como primeira língua, e as literaturas eram todas em alemã. Inclusive os jornais.

IRINEU DA LAR (IV) 

A SIPAL, a sociedade colonizadora da região, teve a função de lotear as terras de Missal, e ali (próximo a Medianeira) erguer uma cidade com feições urbanas e rurbanas. Os módulos de terras tinham de 4 a 10 alqueires. Pertenciam à Mitra Diocesana de Foz do Iguaçu, diocese que recebera, como  outras dioceses católicas, doações de terras do Governo Lupion.

Os colonos logo ganharam seus títulos de terra definitivos.

IRINEU DA LAR (V)        

Uma das características dos primórdios da cooperativa  Lar era a proposta que  a orientava: inspirada na encíclica Mater et Magistra, de João XXIII.  Pregava  o direito de todas à justiça social,  à comida, ao repartir o pão.

Jubal Dohms

Um dos primeiro diretores da Cooperativa foi o Sr.Dohms, in memoriam, pai do  escritor, tradutor e editor |Jubal Sergio Dohms que  testemunhou a fundação da cooperativa original, conforme ele me conta.

Hoje a Lar pouco lembra aqueles dias. Guarda o essencial, no entanto: o espírito do trabalho cooperativo sob uma organização singular, modelar. O sonho do visionário  Backes ganhou o mundo.

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