
AINDA DA EQUIPE DE ÚLTIMA HORA
A propósito ainda da Sucursal do Paraná do jornal Última Hora, uma preciosa passagem da história da imprensa paranaense, lembro de outros nomes de profissionais jornalistas que lá trabalharam: Antonio Brunetti, Mauro Ticianelli, Miecislau Surek, Sergio Almeida, Taras Schner, Milton Ivan Heller, Rafael Munhoz da Rocha (irmão de Bento). .
WALTER E A UH
Prosseguindo nesse olhar voltado ao jornal um dia fundado por Samuel Wainer, informo que essa rara experiência jornalística entre nós está sendo destrinchada em todos os seus quês e porquês por Walter Werner Schmidt.
WALTER E A UH (II)
Walter Schmidt é a melhor encarnação daquele tipo de jornalista que conhecia tudo de jornal: desde as artimanhas da boa apuração do fato e suas conexões e repercussões, ao mundo das oficinas, onde, por fim, se materializaria o trabalho. Se duvidasse, podia até sentar numa linotipo e trabalhar o chumbo quente que transformaria em textos.
Hoje o responsável pela redação do blog Contraponto, Schmidt, 74, ele é de uma geração de jornalistas que começara a passar pelo Curso de Jornalismo da UFPR. Mas acabou se formando mesmo em Direito.
WALTER E A UH (III)
Inquieto, o bom repórter Schmidt fez de tudo em jornal, desde reportagens que exigiam longas campanas , à edição de páginas tipo Mundo, Nacional, Economia. Passou pelo O Estado do Paraná e Gazeta do Povo, sem contar assessorias de comunicação, como a da Telepar. Foi professor de Jornalismo.
WALTER E A UH (IV)
O interesse de Walter pela UH-PR é de todo justificável: o jornal, cuja Sucursal do Paraná foi destruída por uma turba de estudantes fanáticos (à direita), manteve-se aqui até o final de março de 1964. Às vésperas do movimento militar que implantou o regime discricionário. Walter acha que o quebra-quebra – que eu vi, a pouca distância – ocorreu em 28 de março de 1964.
WALTER E A UH (V)
O jornalista Schmidt promete obra seminal para essa estante tão carente de bibliografia, a da Imprensa do Paraná. Está ouvindo testemunhas daqueles dias, fuçando arquivos, nada deixa passar. Também se documenta de variado material iconográfico.
O olhar de historiador que existe em Walter, um espírito germânico concentrado no que faz, identifica a “novidade” que pautou UH: era um jornal que, enfim, não encontrava limites para noticiar tudo da sociedade paranaense. Tudo, sem censuras. Especialmente da classe alta, um tabu que rompeu e cujo preço acabou pagando nos idos de março de 1964.
