quinta-feira, 30 abril, 2026
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Ponteiros do Equinócio de Outono

Evaristo Eduardo de Miranda

O clima em regiões tropicais é um relógio: chove no verão e o auge da seca é sempre no inverno. Pouco importa a pluviometria local. O clima tropical não é essa incerteza apregoada por alguns. Ele é sim, muito previsível.

Na zona tropical, o máximo de chuvas segue a passagem do sol pelo zênite. No Brasil, o zênite estival começa no Trópico de Capricórnio no final de dezembro. E chove muito no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro entre dezembro e janeiro. Esse pico de chuvas estivais “sobe” em direção ao norte. E na parte mais central do Brasil, as águas de março fecham o verão.

Em quase todo Nordeste, as chuvas têm seu máximo na transição para abril. Se até o dia de S. José, 19 de março, véspera do Equinócio, não chover, o sertanejo perde a esperança, diz a canção Triste Partida, de Luís Gonzaga.

Equinócio de outono, 20 de março: o sol estará a pino ao meio dia sobre o Equador. E deixará pessoas, postes e mourões sem sombra. Noite e dia duram precisas 12 horas em qualquer lugar do planeta, mesmo nos polos. O sol nasce exatamente no ponto cardeal Leste e não apenas a Leste. Idem para o poente, no exato ponto cardeal Oeste. Dia bom para acertar bússolas. E observar esse belo sinal do Cosmos, cuja precisão geométrica e matemática encantava os gregos. Beleza presente na palavra cosmética.

Evaristo de Miranda – Embrapa Territorial / Diretor do Instituto Ciência e Fé de Curitiba

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