É impossível ficar alheio. A política está na pauta de todos os dias, em três refeições diárias à nossa mesa. Os quinhões são tão grandes e tão assustadores, que fica difícil incluir outro assunto na roda de conversas. Nos bares, nos restaurantes, nos cafés, fala-se de política com razão de menos e perdigotos demais. Há sempre solução para tudo, sem razoabilidade e, claro, sem nenhuma dúvida. Porque somos todos os donos da certeza.
FORA TEMER, MAMÃE EU QUERO
A certa altura, alguém diz que o Judiciário conspira para tomar o poder com Carmen Lúcia, à frente – logo ela. Não, de maneira alguma. A democracia cansou. O que se espera é uma reação das casernas e uma intervenção militar que dê ordem antes de deixar fluir o progresso. Na praça, sempre em endereço próximo, o povo – porque a praça é do povo – brada “Fora Temer” em meio a marchinhas de Carnaval. É folia perfeita para um Brasil que dança conforme a música. Inclusive a preferida: “Mamãe Eu Quero (Mamar)”.
BANCO PAI DE TODOS
No ápice de sua extravagância, a imprensa determina a escalada de notícias. Primeiro, a Odebrecht, depois o casal João Santana e Mônica Moura, depois o grampo da JBS, então a chapa Dilma-Temer e, se tudo não for por água abaixo, o BNDES, banco pai de todos.

TRUMP AQUI
A essa hora, lamenta-se, naquelas rodinhas de conversa, que não seja Donald Trump a esquentar o banco no Palácio do Planalto. Ele seria o presidente perfeito na onda de histrionismo que assola o país.
