A Assembleia de Deus está colhendo assinaturas para ter seu próprio partido político, o Partido Republicano Cristão.
Acredito que não terá dificuldades de viabilizar-se diante da atual legislação eleitoral. Afinal, a Assembleia deve contar hoje com pelo menos 42 milhões de fiéis no Brasil. Isso embora as diversas denominações que levam o nome de Assembléia de Deus não conversem entre si, como é o caso da Assembléia de Deus Vitória em Cristo, do pastor Malafaia, que hoje se ufana de ter entre seus crentes Jair Bolsonaro e a sua atual mulher (a terceira esposa). Os dois foram casados por Malafaia.

JUNTOS COM CUNHA
As igrejas não têm culpa de abrigar bandidos. Afinal, devem ter portas abertas a todos, é o raciocínio que usam alguns membros da Assembléia de Deus quando lembrados que de o deputado cassado Eduardo Cunha, correntista suíço e golpista do erário, sempre se identificou como assembleiano. Antes de habitar o xadrez de Pinhais, PR, Cunha havia, no entanto, aderido à Igreja Sara Nossa Terra, do bispo Rodovalho.
Voltando ao PRC que começa a nascer: a primeira batalha que a futura sigla está tendo é vencer são as barreiras dentro do próprio universo multifacetado da Assembléia, em que os grupos mais fortes se identificam por “Ministérios” – Madureira e Belém, por exemplo.
