Ratinho Junior estaria inaugurando um novo tempo nas relações com o Legislativo: não apoia nomes para a nova Mesa da Assembleia. Não indicando, torcendo ou favorecendo qualquer candidato à eleição marcada para este 1 de fevereiro.

No começo da manhã desta quinta, 31, alta fonte palaciana informava a este blog/coluna, “diante das variadas cogitações e rumores circulantes” – que o governador Carlos Massa Ratinho Junior “não se envolve na eleição dos novos dirigentes da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.”
Quer dizer: fica distante, segundo a fonte, “de qualquer conversação, conchavo ou acerto para a composição da nova Mesa da daquela casa”.
TAMBÉM O PSD
E mais ainda afirma a fonte, com ênfase: “Também o PSD, partido do governador, na mesma linha tomada pelo Executivo, não participa de negociações de nomes para a Mesa, nem para outros cargos da AL”.
É NOVIDADE
Confesso que isso tudo, para mim, é novidade. Uma benfazeja novidade, que pode inaugurar – se consumada, de facto – o correto padrão de convivência dos dois poderes, o Executivo e o Legislativo.
Mais democrático, pois, impossível.
SEM O “CORREDOR”
Esse distanciamento – neutralidade que estaria inaugurando novo tempo nas relações Palácio versus Assembleia – pôde ser notado pelos observadores da área Centro Cívico: nem na quarta, 30, nem nesta quinta, 31, formou-se o “tradicional corredor”, com idas e vindas de parlamentares entre a Assembleia e Palácio Iguaçu.
Com o chamado “corredor”, uma quase tradição de dezenas de anos nesta época, consumavam-se os acertos. Ou, como quer um professor de Direito da UFPR, “consumavam-se espúrias negociações antidemocráticas”.
Enfim, nem mesmo a cobiçadíssima Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da AL, terá o envolvimento do Governo, “e nem o Executivo se empenhará em apontar outras comissões ou cargos”.

