Com recursos do ESTAR indo para a URBS, ganham empresas de ônibus. Idosos perdem, e usuário não foi poupado de aumento mesmo com pandemia…

O alcaide de Curitiba, pensando no repasse de dinheiro aos cofres da Urbs S/A, passou a gestão do ESTAR-Estacionamento Regulamentado, que era do trânsito para a Urbs. Estranhamente, quase de imediato a Urbs, empresa que administra o transporte coletivo, subcontratou os serviços a Eysa S/A, uma (empresa Estrangeira), que já avia demonstrado interesse no serviço.
Dizem as línguas afiadas da Prefeitura, e especialmente dona Matilde da Luz, que, “curiosamente” a Eysa S/A “teria ligações” com o grupo espanhol que distribuiu premiações a Greca na promoção da chamada ‘cidades inteligentes’ – ou coisa que o valha. Greca e amplo séquito foram receber uma das dádivas em Espanha, o país sede da Eysa S/A.
OMISSÕES DA LICITAÇÃO
Recordando: esta coluna/blog registrou há meses que no edital de licitação não foram inseridos vários fatores que contribuem para a formação de propostas e amplitude de interessados. Dentre elas, o aumento de vagas, o aumento do valor da hora e o aumento do valor da chamada regularização.
AUMENTO FOI IMEDIATO
Como já registramos, a Urbanização de Curitiba iniciou a operação do ESTAR, em plena pandemia, e a primeira coisa que fez foi aumentar o valor da hora e da regularização.
PRA NÃO ESQUECER
Apenas para não deixar esquecer, lembramos que quando o agente de trânsito deixava o aviso no veículo era possível regularizar a infração nas lotéricas, pagavam-se R$ 22,00 e ainda o cidadão recebia um talão, com 10 folhas que poderia ser utilizado futuramente, destacando-se uma folha a título de ressarcimento pela não colocação do talão referente a uma hora.
MAIS IRREGULARIDADES
Pois bem, além de Rafael Valdomiro Greca de Macedo ter aumentado a hora do ESTAR acima da inflação, em época de que todos observam a pandemia, o alcaide aproveitou para aumentar a Regularização. E, pasmem, sem o fornecimento do equivalente ao talão fornecido pela Caixa Econômica Federal.

“MÃO” PARA ÔNIBUS
Segundo um ex-secretário e velho servidor da Secretaria de Finanças, esse sobrepreço e o aumento de valor, “vão ajudar o setor financeiro da URBS a pagar o transporte coletivo.”
Pra as concessionárias de ônibus urbanos haverá dinheiro sempre, haja vista dos R$ 220 milhões que, por determinação do prefeito, a obediente Câmara Municipal sacramentou.
ONDE O IMORAL
O que existe de imoral nisto tudo???
O serviço anterior, apesar de envolver custos mais altos, era mais barato. Outro fator é que no edital de licitação da Urbs não mencionava a existência de aumento da tarifa do ESTAR e muito menos da regularização e do aumento de vagas, isto frustrou muitos interessados na licitação.
MUITOS PERDEM, COMO OS IDOSOS
Quem igualmente ficou no prejuízo nesta história foram as lotéricas que deixaram de regularizar o ESTAR, de maneira mais econômica e acessível a todos. Também os idosos que não tem intimidade com os aplicativos de cobrança que atualmente vendem o direito de estacionar nas ruas de Curitiba.
O Prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo fez retornar à Urbanização de Curitiba as funções de trânsito, como alguns anos atrás: o ESTAR é agora utilizado para pagar despesas indiretas da Urbs e do Transporte Coletivo, dos empresários amigos do alcaide.
