sábado, 2 maio, 2026
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“PAI MANECO” E “CABOCLO 7 ENCRUZILHADAS”, MARCA AFRO EM CURITIBA

“Cidade branca”, outrora, hoje é multicultural, com tradições umbandistas bem consolidadas

Terreiro “Pai Maneco”

Há muito Curitiba não é mais “exemplo” de “cidade branca”. Sua população, especialmente a das periferias, é muito miscigenada, refletindo o multiculturalismo que hoje a identifica.

Temos na cidade – graças – gente de todas as cores e sotaques. Isso sem perdermos – o que é bom – as primeiras marcas do “leite quente”, nossas referências aos colonizadores ibéricos, e europeus de todos os naipes que para cá vieram, notadamente a partir do final do século 19.

Embora ainda predominantemente católica, Curitiba dá espaço significativo a igrejas evangélicas tradicionais, pentecostais e neopentecostais, assim como a manifestações religiosas de matrizes afro-brasileiras.

Dois dos mais expressivos centros de umbanda de Curitiba reúnem diariamente uma certa fina flor da classe média. Um deles, é o “Pai Maneco”, dirigido pela fotógrafa Lucília Guimarães (assessora do alcaide Greca de Macedo), terreiro fundado por Fernando Guimarães (in memoriam), um amigo que cultivei nos contatos semanais quando ele passou a escrever a primeira coluna de cinofilia. Foi nos anos 1970, no extinto Diário do Paraná, ele registrando pioneirismo na especialidade, com reportagens no suplemento cultural de que eu era editor, o DP-DOMINGO.

Outro respeitável espaço de umbandistas de classe média é a chamada tenda “Caboclo Sete Encruzillhadas”, que funciona na Rua Atílio Bório, Alto da Rua XV. Está estabelecido num endereço discreto há quase 60 anos. Reúne pelo menos 100 médiuns, muitos deles cidadãos tipicamente curitibanos, alguns do chamado patriciado local.

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