
Terminou como esperado o plebiscito informal sobre a criação de um novo país que seria formado por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Os que se dispuseram a votar, votaram sim. Em números: em um total de 340.422 votantes – menos de 2% dos eleitores registrados nos três estados – 96% votaram a favor ante 3,8% contrários.
O argumento é aquele mesmo: a União drena os recursos dos estados sulistas e não os devolve a contento. Ao melhor estilo xenófobo, eles dizem que estão financiando o Carnaval nordestino e a farra do dinheiro público, indiferente ao fato de que a corrupção endêmica grassa também aqui.
GRANDE RIO GRANDE
Por ora, é o suficiente. Com o número de votos favoráveis, eles podem apresentar um projeto de lei de iniciativa popular às assembleias legislativas dos três estados. O problema, por ora, é contornar algumas dissidências no grupo. Os gaúchos não abrem mão de Porto Alegre como capital do novo país. São também favoráveis ao batismo da nação de nome hiperbólico: Grande Rio Grande. Há quem queira cooptar São Paulo no projeto separatista e talvez o Mato Grosso do Sul que, afinal, é sul também.
De qualquer forma, a verdade é irretorquível: os brasileiros do Sul do país são patriotas, não secessionistas, por nada querem separação do país. Pedem, isso sim, justiça ao Sul, a partir de decisões que vêm de Brasília.
