quinta-feira, 7 maio, 2026
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Os dez segredos do êxito do papa Francisco

Papa Francisco
Papa Francisco

1- SIMPLICIDADE

Desde que era professor de filosofia e literatura, o “padre Jorge” sabe que os pedestais não servem para nada.

É melhor aproximar-se do aluno de igual para igual, à sua altura.

Como pároco e bispo, aprendeu a falar “aos mais jovens, e assim também te entendem os maiores”.

Os títulos e os tronos criam barreiras desnecessárias.

Chama-se “Francisco”, em lugar de “Francisco I”.

Não utiliza como ante assinatura “P. P.” nem “S. S.”.

É um Papa com sapatos pretos.

2- AFETO

É um vendaval de carinho.

Com as pessoas que conhece e com as pessoas desconhecidas, especialmente se são crianças, pobres ou enfermos.

Cada 4ª feira dedica 45 minutos a percorrer a praça de São Pedro no “papamóvel”, para que todos possam vê-lo de perto.

Sorri, abençoa, beija num desdobramento de energia assombroso, num homem de 76 anos, com ligeira insuficiência pulmonar e que não faz desporto.

Reparte beijos e abraços sem cansar-se, especialmente aos enfermos de ELA, Down, etc.

3- HUMILDADE

Ofereceu a Bento XVI o ícone da “Virgem da Humildade”, recebido da Igreja Ortodoxa russa.

Ambos são exemplo dessa virtude.

Joseph Ratzinger foi toda a sua vida uma pessoa simples e sóbria, espartana em seus gastos pessoais.

Jorge Bergoglio sempre soube cozinhar, lavar a roupa, tomar o autocarro e o metrô.

No dia seguinte a ser eleito Papa, foi à residência do clero recolher a sua maleta e pagar a sua fatura.

4- FORTALEZA

Quando se despedia da presidente brasileira Dilma Rousseff, antiga militante e prisioneira política, durante a ditadura militar,

O Papa deu-lhe um conselho da sua própria experiência:

“Recorde: forte, mas com ternura”.

Sempre foi carinhoso com todos mas, ao mesmo tempo, “o que tem que fazer, o faz”.

Seus antigos colaboradores estão seguros de que fará poda e limpeza na Cúria vaticana.

Fustiga o “carreirismo”, a corrupção e a hipocrisia.

5- LIBERDADE

Francisco é um homem livre.

Não aspira a nada.

Não lhe importa o que digam dele.

Desde há algum tempo não se molestava em responder a calúnias contra a sua pessoa.

Só responde a deturpações sobre o que dizia em público ou em privado.

É um Papa “low cost”.

Não necessita de nada.

Nunca teve carro oficial, nem secretários; somente uma agenda.

Chama diretamente pelo telefone a quem quer.

Escreve e fala com liberdade,

Quer lá saber das críticas.

6- COLEGIALIDADE

Como superior dos jesuítas da Argentina,

Como arcebispo de Buenos Aires,

Sempre escutava a opinião dos interessados em cada tema e a dos seus colaboradores.

Mas, depois, decidia só, assumindo toda a responsabilidade…

Como presidente da conferência episcopal argentina, respeitava a opinião coletiva, ainda que não coincidisse com a sua.

Para a reforma da Cúria se apoiará no trabalho do grupo de oito cardeais, dos cinco continentes e no Sínodo dos Bispos.

7-ORAÇÃO

Levanta-se às cinco da manhã, e faz uma hora de oração.

Depois, prepara a sua homilia e continua rezando, até à missa das sete.

Acorre muitas vezes ao sacrário.

À última hora da tarde reza outra hora diante do Senhor.

“Às vezes adormeço um pouco, por causa do cansaço.

Mas Ele me compreende; me consola pensar que Ele me olha.

Às vezes pensamos que devemos pedir, falar, falar, falar….

Não! Deixa-te guiar pelo Senhor”.

8- PROFUNDIDADE

O jovem perito químico, Jorge Bergoglio, trabalhou num laboratório de análises de alimentos.

Ali aprendeu a realizar, com exatidão, medições e cálculos.

Formou-se no noviciado da Companhia de Jesus, quando todavia se lecionavam classes em latim.

É licenciado em Filosofia e em Teologia.

Foi um grande professor de filosofia e de literatura.

Prega e escreve com grande lucidez, vigor e beleza literária.

É um intelectual que, deliberadamente, omite os argumentos complicados e apresenta as conclusões com palavras simples.

9- MISSÃO

Na intervenção que impressionou os cardeais antes do Conclave, Jorge Mario Bergoglio disse:

“A evangelização é a razão de ser da Igreja,

Que está chamada a sair de si mesma e ir para as periferias geográficas e existenciais”.

Advertiu que “quando a Igreja não sai de si mesma para evangelizar, torna-se autorreferencial e se enferma e cai no narcisismo.”

Insiste cada dia em que “há que sair aos caminhos, encontrar as pessoas”.

10- COERÊNCIA

Desde que era mestre de noviços, o seu “método” foi o de ensinar com o exemplo.

Acompanhava os seus irmãos jesuítas mais jovens, a alimentar os porcos, e cozinhava na residência, aos domingos.

Em 21 anos de bispo visitava os sacerdotes nas suas casas, cuidava-os quando estavam enfermos.

Dedicava muito tempo às catequeses, confissões, confirmações e primeiras comunhões, nas paróquias pobres.

Não pede nada, que não tenha feito pessoalmente antes.

Por isso pode exigir. E exigirá.

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