Há obras que são passadas de mandato para mandato como verdadeiras maldições. A Linha Verde é um bom exemplo. A nova previsão de entrega da via é dezembro de 2021, quando completará uma década e meia de execução.
A Linha Verde começou a ser feita em 2007 com o objetivo de melhorar a ligação entre as regiões Norte e Sul da capital, servida por um precário trecho urbano da BR-116. Pela via, trafegam diariamente cerca de 50 mil veículos.
O projeto já passou pela gestão de quatro prefeitos: Beto Richa, Luciano Ducci, Gustavo Fruet e Rafael Greca.
A obra caminha para atingir um investimento total de R$ 485,9 milhões (somando-se custos já realizados, em aplicação e os já programados), 128% a mais que a estimativa inicial que era de R$ 213 milhões em 2001, na fase de negociação do primeiro contrato de financiamento do projeto.
Foram feitos leilões que dividiram a obra em pequenos trechos, mas nenhum foi finalizado até hoje. Os bairros do Cajuru, Bacacheri, Atuba, Bairro Alto, Tarumã convivem com um grande canteiro de obras há anos.
Algumas empresas concluíram 85%, 75% das obras. Outra apenas 4%.
LEILÕES, APENAS
A prefeitura tem feito leilões para tentar finalizar a obra com outras empresas. Isso significa mais documentações, mais gastos, mais prejuízo para o comércio do entorno, mais transtornos para os moradores, mais risco de superfaturamento. Sem falar na segurança, pois alguns trechos em obras são mal sinalizados, um perigo para motoristas e pedestres.
A segurança dos cidadãos e a estrutura da cidade têm pressa.
Curiosamente, as obras foram retomadas “a todo vapor” pela atual gestão no ano de 2020. “Infelizmente, a linha Verde é um exemplo prático de como a fiscalização das obras da prefeitura é importante, não importa qual partido esteja no poder”, afirma Indiara Barbosa, pré-candidata do Partido Novo à Câmara dos Vereadores.
Executiva licenciada de uma multinacional de auditoria e consultoria contábil, Indiara tem como uma das principais bandeiras a fiscalização das contas públicas.
CONTAS APROVADAS
Infelizmente em Curitiba a situação é crítica: no ano de 2020, a Câmara de Vereadores aprovou as contas de 2013 da Prefeitura, ou seja, estamos 7 anos atrasados. A fiscalização é uma das principais funções de um vereador, além de legislar, e isso está no artigo 31 na Constituição Federal.
A pré-candidata propõe um projeto de Auditoria recorrente nas principais áreas da Prefeitura, com profissionais dedicados a isso. “Ao fazer a fiscalização de forma efetiva combateremos os principais problemas que temos hoje: corrupção, má gestão e inchaço da máquina pública”, conclui Indiara Barbosa.
*Sobre Indiara Barbosa Nascida em Umuarama (PR), no ano de 1983, é mãe do Luigi, 7 anos. Formada em Administração e Ciências Contábeis, é auditora contábil, trabalhou por 13 anos em uma empresa multinacional de auditoria e chegou ao cargo de gerente sênior. Trocou a carreira na iniciativa privada para trabalhar na fiscalização das contas públicas. É pré-candidata a vereadora em Curitiba pelo Partido NOVO.