sábado, 9 maio, 2026
HomeMemorialOpinião de Valor: Igualdade de direitos

Opinião de Valor: Igualdade de direitos

Cel. Audilene Rosa de Paula Dias Rocha

A luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres arrasta-se há muitos anos, em decorrência da opressão, negação de direitos, humilhações, pagamentos irrisórios pela mesma produção, enfim, a mulher era, e, ainda hoje, é tratada, por muitos, como mero objeto, disponível a satisfazer qualquer desejo, de qualquer um.

Infelizmente, no mercado de trabalho a mulher, recebe, em média, apenas 70% da remuneração dos homens, mesmo que tenha qualificação superior àqueles, excetuando o serviço público. É bom lembrar que esse fenômeno não ocorre apenas no Brasil, é mundial, o machismo impera na maioria das culturas.

O grande problema é que a cultura do machismo não afeta apenas os homens, mas, miseravelmente, também, alcança as mulheres. Sim, existem mulheres machistas. A percepção de mundo sexista, inclusive pela mulher, possibilita a educação diferenciada entre meninos e meninas, prevalente na atualidade. Meninas brincam com bonecas e meninos com bola ou carrinhos. Meninas ajudam a mãe nos deveres de casa, enquanto meninos nada fazem. Desde muito cedo os meninos aprendem a desrespeitar as meninas e as mulheres, afinal, isso é ser homem enquanto as meninas e mulheres, segundo a visão de mundo dos machistas, devem ficar caladas e agradar aos homens, os “seres superiores”, pois, são mais fortes. Mulheres são espancadas, estupradas e mortas e, muitas vezes, o agressor, o homem, é tratado como vítima, e a vítima, a mulher, é culpabilizada. Felizmente, houve avanços e esse pensamento destorcido não abarca a todos, mas, não são suficientes para impedir as discriminações e as tragédias que afetam as mulheres e seus filhos, que, inevitavelmente, sofrem, também, as consequências.

Mudar a percepção que, ainda, paira sobre a mulher não é fácil, entretanto, medidas precisam ser adotadas no âmbito do poder público. Políticas públicas precisam ser implantadas, urgente e imediatamente, iniciando pela educação, em estabelecimentos de ensino públicos e privados, a obrigatoriedade do ensino do art. 5.º da Constituição Federal, em linguagem compreensível, com ênfase a igualdade de direitos, proibição de brincadeiras discriminatórias, piadas de mal gosto, desrespeito, etc., em todas as séries. Isso mesmo, em todas as séries para que, de fato, esse conhecimento seja assimilado. Conhecer e praticar o disposto no art. 5.º da nossa Carta Magna é o caminho para a construção de uma sociedade melhor.

Abraços a todos(as) e que Deus os(as) abençoe!

Coronel Audilene

Leia Também

Leia Também