quarta-feira, 29 julho, 2026
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OPINIÃO DE VALOR: GRECA MANTÉM LIDERANÇA E NÃO É AMEAÇADO

Emannuel Publio Dias

Por Emannuel Publio Dias (*)  

A segunda rodada de pesquisas do Ibope medindo a intenção de votos dos curitibanos, confirmou as tendências apontadas em nossa primeira análise: manutenção da liderança do prefeito Rafael Greca, consolidando-se como o único candidato capaz de mobilizar a apatia do eleitorado (que continua alta). O que mais impressiona nesta nova pesquisa de intenção de votos para a prefeitura de Curitiba (Ibope; 22-out) é o índice de intenção de votos declarados espontaneamente para Rafael Greca (41%).

Nestes quase 30 anos que estudo pesquisas políticas, lembro-me de poucos candidatos que atingiram este patamar, faltando ainda 3 semanas para o dia da votação. Um número tão alto que pouco cresce quando comparado com as intenções de voto estimuladas (46%). Quase todos os outros candidatos aparecem na pergunta estimulada com índices de intenções de voto menores que a margem de erro.

GOURA E FRANCISCHINI  

As exceções são Francischini e Goura, ambos com 8% e Yared com 5%. Existem ainda 45% de eleitores que ainda não escolheram seu candidato (não manifestaram sua preferência espontaneamente) e, dada a expectativa de vitória do prefeito, percebida por mais de 70% dos eleitores pesquisados, é muito possível que estes ainda indecisos optem por endossar esta expectativa, somando-se aos atuais eleitores do prefeito

Se as eleições tivessem acontecido nos dias de campo da pesquisa (20-22 outubro), o atual prefeito de Curitiba se elegeria no primeiro turno, com folga, angariando 57% dos votos válidos, bem distante de seus mais próximos contendores (Francischini com 10% e Goura com 9%).

Goura e Francischini : segundo turno?

TODAS AS SEGMENTAÇÕES  

Greca tem maioria dos votos válidos (+50%) em todas as segmentações sócio econômicas Portanto, os números confirmam as hipóteses da primeira medição do Ibope sugerindo fortemente a vitória de Greca.

SEGUNDO TURNO?  

A possibilidade de um segundo turno depende de Francischini e Goura conseguirem pelo menos dobrar suas intenções de voto de 8 para 16%, somando 32% e tirando estes votos prioritariamente do atual líder, uma vez que, entre os indecisos que pretendem votar, o número seria insuficiente.

MELHOR POSIÇÃO

Neste caso, Goura estaria melhor posicionado, uma vez que atinge até 15 pontos entre os eleitores de “outras” (sic) religiões e acima de 10 pontos entre os mais jovens, os que tem ensino superior e avaliam a administração municipal como ruim/péssima, além de ter uma rejeição menor que o adversário.

OS OPOSITORES  

O desempenho dos opositores de Greca tem várias explicações: nomes comparativamente desconhecidos; pouco tempo de TV; baixos orçamentos para o marketing eleitoral com menor eficiência, pandemia e lockdown, tudo resultando em um menor envolvimento dos eleitores com a campanha, o que, naturalmente, favorece qualquer ocupante do cargo candidato à reeleição. Principalmente quando este candidato alcança, como Greca, 59% de aprovação à sua administração (ótimo/bom) contra apenas 11% que desaprovam (ruim/péssimo).

Apenas com novas pesquisas sendo realizadas até o dia da votação será possível identificar se estas condições se mantêm ou se alteram. Apesar desta análise amplamente (Emmanuel Publio Dias 27/out/2020) favorável ao atual prefeito de Curitiba, o dia da eleição não é “hoje” (dias 20/22 de outubro), conforme se manifestaram os eleitores ao Ibope.

MUDANÇA É POSSÍVEL

Movimentações que alterem este prognóstico são hipoteticamente possíveis, mas não prováveis, principalmente por conta do distanciamento dos eleitores, como ainda estamos vivendo no cenário eleitoral de Curitiba.

 (*) EMANNUEL PUBLIO DIAS, publicitário, professor da ESPM, de São Paulo

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