
O ser humano sempre surpreende, seja para o bem, seja para o mal. Nos últimos dias temos visto a capacidade de indivíduos que criam modos de operar na prática criminal, observando a evolução tecnológica.
O aplicativo PIX, sem dúvida, veio para facilitar transações financeiras e, de olho nessa tecnologia, marginais estão fazendo uso dessa facilidade para roubar as pessoas. Estão usando de métodos diversos como colidir na traseira do veículo do alvo e, ao descer para verificar o ocorrido, é sequestrado e obrigado a fazer transferência para conta determinada, por meio do aplicativo.
Outra forma é chamar um profissional para realização de um serviço e, no local é obrigado a fazer a transferência. Se isso não bastasse, caso a vítima não tenha o aplicativo no celular é espancada. Infelizmente, mesmo quem o possua não tem garantia que não será espancada. Também estão roubando celulares com o aplicativo e fazem transferências. Os sequestros relâmpagos, também, aconteciam para retirada ou transferências com cartões.
O grande problema é que, além, dos criminosos estarem mais violentos, a vítima arca com todo o prejuízo. Os bancos têm a informação para qual conta foi feita a transferência, porém, nada fazem, não há normatização.
Outro aspecto preocupante é que os bancos não acompanham a conta dos clientes para detectar movimentação que indique anormalidade e façam a verificação antes de concluir a transação. O desafio, agora, é desenvolver um sistema tecnológico que dificulte tais ações, no entanto, temos outra questão: quem terá interesse em investir nessa tecnologia? Por enquanto, os bancos não estão sofrendo prejuízos, por isso é pouco provável que invistam para tornarem as transações mais seguras para os clientes.
Existem, sim, seres humanos inclinados à benignidade, mas, é inquestionável que há aqueles voltados à malignidade. Miseravelmente, os malignos são mais ágeis que os benignos e geram muitos e imensuráveis danos físicos, psicológicos e financeiros. Estão sempre maquinando como obter o que querem sem uma rotina de trabalho árduo, o que sempre envolve, prejudicar, roubar, ferir ou matar seu próximo, não importando se é adulto, jovem, idoso, mãe, pai, arrimo de família. Nem a pandemia conseguiu minimizar esse estado de coisas.
Abraços a todos(as) e que Deus os(as) abençoe!
Coronel Audilene
